Escrito por: Cadu Bazilevski

1º de Maio mobiliza categoria metalúrgica por direitos e fim da escala 6x1

CNM/CUT convoca categoria para ir às ruas por redução da jornada sem redução de salários, valorização do trabalho e defesa de direitos

CNM/CUT
“Chamamos as trabalhadoras e os trabalhadores metalúrgicos a ocuparem as ruas em todo o país”

Neste 1º de Maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, metalúrgicas e metalúrgicos voltam a se mobilizar por todo o país. Convocados pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), os atos desta sexta-feira reforçam a importância da organização coletiva diante dos desafios atuais, com destaque para a defesa de direitos, melhores condições e valorização de quem move a indústria nacional.

“Esta data nos traz um momento de reflexão sobre a nossa história de luta e sobre o papel da organização coletiva na conquista de direitos. Nada foi dado à classe trabalhadora, cada avanço foi resultado direto da mobilização e da pressão social construída ao longo do tempo”, afirmou Loricardo de Oliveira, presidente da CNM/CUT.

“Chamamos as trabalhadoras e os trabalhadores metalúrgicos a ocuparem as ruas em todo o país. É fundamental fortalecer a luta pela redução da jornada sem redução de salários, pelo fim da escala 6x1 e pela ampliação dos direitos trabalhistas”, destacou.

A fala do presidente reforça o caráter histórico da data e aponta a necessidade de mobilização permanente. Para Loricardo, “o 1º de Maio deve ser marcado pela presença ativa da categoria nos atos, ampliando a pressão por avanços concretos nas pautas da classe trabalhadora em todo o país”.

Direitos e dignidade
“O 1º de Maio reafirma o compromisso com a justiça social e com a valorização do nosso trabalho. Não existe democracia consolidada sem a garantia de direitos para as trabalhadoras e os trabalhadores, e isso exige participação ativa e organização da classe trabalhadora”, afirmou Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT.

“Estar nas ruas é essencial para defender uma agenda que enfrente a desigualdade, garanta dignidade e fortaleça políticas públicas voltadas às trabalhadoras e trabalhadores. A mobilização é o caminho para conquistar e preservar direitos”, completou.

Kelly destaca que o 1º de Maio “é também um instrumento de pressão política e social”. “A presença nas ruas fortalece as pautas defendidas pelo movimento sindical e amplia a capacidade de diálogo com a sociedade sobre a importância do trabalho digno e da valorização da classe trabalhadora”, ponderou.

Mulheres na luta
“O Dia da Trabalhadora e do Trabalhador precisa evidenciar a luta das mulheres trabalhadoras, que ainda enfrentam desigualdade salarial, jornadas mais exaustivas e maior precarização no mercado de trabalho”, afirmou Maria de Jesus, secretária de Mulheres da CNM/CUT.

Em sua opinião, “a redução da jornada e o fim da escala 6x1 também são pautas fundamentais para as mulheres, que acumulam responsabilidades dentro e fora do trabalho”. "A presença nas ruas é essencial para avançar na igualdade”, garantiu.

A dirigente reforça ainda que “a luta por direitos passa pelo enfrentamento das desigualdades de gênero”. “A participação das mulheres nos atos fortalece o caráter inclusivo das mobilizações e amplia a defesa por igualdade, dignidade e justiça social no conjunto da classe trabalhadora”, comentou.

Organização da base
Para o secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, o 1º de Maio é o momento de fortalecer a organização da classe trabalhadora e mostrar nossa força coletiva.

“Não aceitaremos retrocessos nos direitos conquistados com tanta luta ao longo da história. É preciso mobilizar cada fábrica, cada sindicato e cada local de trabalho para garantir grande participação nos atos convocados nesta sexta-feira em todo país. A nossa luta por direitos exige presença, unidade e organização da base”, destacou.

A fala do dirigente aponta para a importância da mobilização de base como elemento central da luta sindical. “A organização nos locais de trabalho fortalece a capacidade de mobilização e amplia o alcance das pautas defendidas pela nossa categoria”, declarou.

Formação e consciência
Segundo Maria do Amparo, secretária de Formação da CNM/CUT, esta sexta-feira será um momento de formação política e fortalecimento da consciência de classe. Para ela, é “quando reafirmamos o papel da organização sindical na construção de uma sociedade mais justa e mais igualitária”.

Amparo destaca o caráter formativo das mobilizações. Segundo ela, “a participação nos atos contribui para ampliar a consciência de classe, a opinião crítica e fortalecer o engajamento das trabalhadoras e dos trabalhadores nas lutas e na defesa de direitos históricos”.

“Defender direitos e lutar por melhores condições de trabalho exige unidade e consciência coletiva. Estar nas ruas é parte fundamental desse processo de construção política da classe trabalhadora”, explicou.

Saúde e condições
“A luta por melhores condições de trabalho está diretamente ligada à saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores. Jornadas exaustivas e escalas abusivas comprometem a qualidade de vida e aumentam os riscos”, afirmou Francisco Jonaci de Almeida, secretário de Saúde do Trabalhador, Previdência Social e Meio Ambiente da CNM/CUT.

E ele complementa. “A redução da jornada sem redução de salários e o fim da escala 6x1 são medidas essenciais para garantir dignidade, segurança e preservação da vida da classe trabalhadora”. Para a CNM/CUT, as pautas defendidas neste 1º de Maio também são fundamentais para proteger a vida, reduzir riscos e assegurar ambientes de trabalho mais dignos e seguros.