Escrito por: Cadu Bazilevski

5 motivos para ir às ruas no dia 30 pelo fim da escala 6x1

Mobilização nacional pressionará o Senado pela redução da jornada sem corte salarial e pela garantia de dois dias de descanso por semana

CNM/CUT
No domingo, 30 de agosto, trabalhadoras e trabalhadores de todo o país voltarão às ruas

No domingo, 30 de agosto, trabalhadoras e trabalhadores de todo o país voltarão às ruas para cobrar do Senado Federal a aprovação da PEC 221/2019. A proposta reduz a jornada semanal para 40 horas, mantém os salários e garante dois dias de descanso por semana.

Convocado por centrais sindicais, frentes populares e pelo movimento Vida Além do Trabalho, o ato buscará ampliar a pressão sobre os senadores antes da análise da proposta. Para a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), a mobilização será decisiva para assegurar a votação ainda em 2026.

Cinco vozes pela pauta
“Ir às ruas no dia 30 é defender o direito de viver além do trabalho. O fim da escala 6x1 garante tempo para a família, o descanso, os estudos e a convivência social. É uma luta por dignidade”, afirmou o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira.

Maria de Jesus, secretária de Mulheres da CNM/CUT, defende que a jornada menor sem corte salarial é essencial para que ninguém, sobretudo as mulheres, pague por essa conquista. “Elas enfrentam jornada e precisam de tempo, renda protegida e igualdade”, pontuou.

Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, secretário-geral da CNM/CUT, destaca que a mobilização fortalece a classe trabalhadora. “Trabalhar seis dias e descansar apenas um amplia o desgaste físico e mental. Reduzir a jornada é combater a exaustão”, disse.

De acordo com Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, o dia 30 será decisivo para pressionar o Senado a aprovar a PEC 221/2019. “O descanso é uma política pública, e a classe trabalhadora já não aceita novos adiamentos dessa pauta”, frisou.

“Jornadas exaustivas elevam o risco de acidentes e adoecimento. Ir às ruas no dia 30 é defender prevenção e descanso digno para a classe trabalhadora”, completou o secretário de Saúde, Previdência e Meio Ambiente da CNM/CUT, Francisco Jonaci de Almeida.

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