Escrito por: Cadu Bazilevski

8 de Março leva milhares às ruas por direitos e contra violência às mulheres

Mobilizações em todo o Brasil reuniram movimentos, sindicatos e coletivos em defesa da vida das mulheres, contra o feminicídio e pelo fim da escala 6x1

Cadu Bazilevski
Milhares de mulheres ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras neste 8 de março

Milhares de mulheres ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras neste 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres. As mobilizações ocorreram em capitais e municípios de todas as regiões do país e reuniram movimentos feministas, sindicatos, partidos políticos e organizações populares em defesa de direitos e contra a violência de gênero.

Os atos denunciaram o aumento da violência contra mulheres e meninas, e cobraram políticas públicas mais eficazes de proteção. Entre as principais pautas estiveram o combate ao feminicídio, a garantia de direitos para as trabalhadoras e o enfrentamento das desigualdades que ainda marcam o cotidiano de milhões de brasileiras no mundo do trabalho.

As manifestações também defenderam mudanças nas condições de trabalho, com destaque para o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução de salários. Para as participantes, a luta por melhores condições de trabalho está diretamente ligada à qualidade de vida e à autonomia das mulheres.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou das mobilizações em diferentes cidades e estados, reforçando a presença de trabalhadoras e dirigentes sindicais nos atos. A entidade destacou que a luta feminista também faz parte da agenda da classe trabalhadora e da defesa de direitos para todas.

“8 de março não é uma data comemorativa, é o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Seguimos enfrentando a violência, a desigualdade, a sobrecarga de trabalho e a exploração. Por isso, 8 de março é dia de mobilização”, afirmou Maria de Jesus, secretária de Mulheres da CNM/CUT.

Ela ressaltou que a presença nas ruas é fundamental para pressionar por mudanças. “Seguimos enfrentando a violência, a desigualdade, a exploração e a sobrecarga de trabalho. Por isso vamos ocupar as ruas pela vida das mulheres, contra toda forma de violência e exploração”, afirmou.

Para a secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, Kelly Galhardo, o 8 de março reafirma a importância da mobilização coletiva. “Hoje é um dia de luta, a mulherada está na rua pelo fim da escala 6x1, porque a gente precisa de mais descanso e ter tempo para estudar, ficar com a família e viver”, disse.

Ela também destacou que a violência contra as mulheres permanece como uma das principais preocupações dos movimentos sociais. “O Brasil ainda é o país que mais mata mulheres. Por isso estamos nas ruas para pedir que não matem as mulheres e para lutar pela redução da jornada sem redução de salário”, concluiu.