Advogado da CNM/CUT aborda redução da jornada sem corte salarial, fim da escala 6x1 e os efeitos da falta de desconexão do trabalho
A redução da jornada de trabalho está no centro do debate no Congresso Nacional. Para o advogado trabalhista e assessor jurídico da CNM/CUT, Dr. Vinicius Cascone, a PEC 221/19 representa um avanço na defesa de mais saúde e dignidade no país inteiro.
Cascone explicou que a proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e integra a luta pelo fim da escala 6x1. A mudança busca garantir mais tempo para descanso, lazer, convívio familiar e recuperação adequada.
Saúde e desconexão
“A ausência de desconexão do trabalho é um dos fatores do aumento da incidência da síndrome de burnout”, explicou Cascone. O alerta reforça que jornadas extensas podem comprometer a saúde física e mental e ampliar o esgotamento profissional contínuo.
Celulares e aplicativos também mudaram a relação com o trabalho. Embora facilitem a comunicação, essas ferramentas mantêm muitos profissionais conectados às demandas mesmo após o expediente, reduzindo o tempo efetivamente reservado ao descanso diário.
“Precisamos proporcionar mais tempo para que os trabalhadores tenham convívio com a família, lazer e descanso”, defendeu Cascone. Para ele, a redução da jornada deve ser compreendida como uma medida de proteção à saúde e de valorização da vida digna.
Mobilização pela PEC
Na avaliação do advogado, o debate exige participação social para avançar no Congresso. “Devemos lutar para garantir que o Congresso Nacional reduza a jornada de trabalho e garanta dignidade e saúde para os trabalhadores do Brasil”, ressaltou também.
Para a CNM/CUT, informar a categoria também faz parte da mobilização. A defesa da PEC 221/19 reúne a redução da jornada sem corte salarial e o fim da escala 6x1 em uma pauta que reivindica mais tempo para viver, descansar e estar com a família.