Escrito por: Redação CNM/CUT

CNM/CUT cobra presença dos trabalhadores na implementação do plano Brasil Soberano

Executiva da entidade se reuniu nesta terça-feira, em seu encontro quinzenal, e debateu o tema

A Executiva da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) se reuniu nesta terça-feira (26) e posicionou-se sobre o Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal como resposta às tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. A entidade reconhece a importância da iniciativa, mas alerta para o risco de implementação sem a participação da classe trabalhadora — especialmente na Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego, criada pelo plano, mas sem representação sindical.

O que é o Plano Brasil Soberano

Instituído pela Medida Provisória nº 1.309/2025 e regulamentado por uma série de portarias interministeriais, o Plano Brasil Soberano reúne medidas emergenciais para mitigar os impactos econômicos do chamado tarifaço de Trump. Entre as principais ações, estão:

Apesar dessas medidas, a CNM/CUT destaca que a ausência de trabalhadores e sindicatos nessa Câmara representa um problema no plano.

“O plano estabelece critérios de crédito, financiamento e até compromisso com manutenção de empregos, mas exclui os sindicatos do espaço que deveriam monitorar essas medidas. A Câmara de Acompanhamento do Emprego deve funcionar com a representação direta dos trabalhadores, sob risco de perder legitimidade social”, afirmou Loricardo de Oliveira , presidente da CNM/CUT, que finaliza:

“A CNM/CUT reafirma que a defesa do emprego industrial e da soberania nacional caminham juntas. Por isso, a entidade vai cobrar do governo a inclusão imediata da representação dos trabalhadores e das trabalhadoras na Câmara de Acompanhamento do Emprego”.