PEC está na pauta da CCJ e Confederação defende que proposta siga ao Plenário para decisão dos senadores
A possível votação da PEC 221/2019 no Senado Federal abre uma semana decisiva para a luta contra a escala 6x1. A proposta está na pauta desta semana da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ocorrer nesta quarta-feira, dia 2, e já recebeu relatório favorável.
O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, assegura dois dias de descanso e proíbe a diminuição salarial. Se passar pela CCJ, a proposta deverá ser submetida ao Plenário do Senado.
Para a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), o avanço na comissão precisa ser seguido pela análise do conjunto dos senadores sem alterações. No Plenário, a PEC necessitará de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. A categoria acompanha e reivindica essa aprovação.
“Vivemos um momento decisivo em nossa trajetória: a luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1”, afirmou o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, ao defender maior mobilização em favor da votação.
“O fim da escala 6x1 garante tempo para a família, o descanso, os estudos e a convivência social. É uma luta por dignidade”, destacou Loricardo. Para ele, a mudança alcança a vida dos trabalhadores dentro e fora dos locais de trabalho em todo o país.
Mobilização em Brasília
A CNM/CUT está em Brasília para ampliar a articulação política no Senado e na CCJ. “Nossa presença é fundamental para demonstrar à categoria metalúrgica de todo o Brasil a urgência dessa conquista”, ressaltou o dirigente. A decisão se aproxima.
Segundo Loricardo, a participação política organizada da classe trabalhadora será determinante para manter a proposta no centro do debate nacional. “A vitória desta causa depende diretamente da nossa mobilização”, frisou o presidente da CNM/CUT.
A entidade considera indispensável que a PEC não pare na CCJ e chegue ao Plenário, onde cada senador deverá registrar seu voto. “Estamos próximos de alcançar esse objetivo, mas precisamos reafirmar nossa força coletiva”, pontuou o dirigente sindical.
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