Categoria vai às ruas no dia 30 e intensifica mobilização em Brasília para pressionar o Senado pelo avanço da PEC 221/2019
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) convoca metalúrgicas e metalúrgicos de todo o país para uma jornada de mobilização pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1, sem redução dos salários.
A mobilização começa neste domingo, 30 de agosto, com trabalhadoras e trabalhadores de diversas categorias nas ruas em defesa de uma reivindicação histórica da classe trabalhadora brasileira. A convocação busca ampliar a pressão popular em um momento decisivo para a pauta.
Entre 31 de agosto e 4 de setembro, a mobilização segue em Brasília (DF). A CNM/CUT vai intensificar a articulação política junto ao Senado Federal e à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para cobrar avanços na tramitação da PEC 221/2019.
A proposta reduz de 44 para 40 horas a duração máxima da jornada semanal, estabelece dois dias de repouso remunerado e assegura a manutenção dos salários. A PEC chegou à CCJ do Senado em agosto e tem o senador Omar Aziz como relator.
Momento decisivo
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, a mobilização precisa ganhar força nas ruas e no Congresso Nacional. “Vivemos um momento decisivo em nossa trajetória: a luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1”, afirmou.
O dirigente convocou a categoria metalúrgica a participar das atividades do próximo domingo. “Convoco todas as companheiras e companheiros metalúrgicos da CNM/CUT para que, juntos, ocupemos as ruas no próximo domingo, dia 30”, destacou.
Segundo ele, a participação dos trabalhadores será determinante para mostrar a dimensão da reivindicação. “Nossa presença é fundamental para demonstrar ao Brasil a urgência dessa conquista”, ressaltou.
A mobilização não termina com as manifestações de domingo. “Estaremos em Brasília entre os dias 31 e 4 de setembro, intensificando a articulação política junto ao Senado e à CCJ”, explicou Loricardo ao reforçar a necessidade de pressão permanente sobre os parlamentares.
Força da mobilização
Para a CNM/CUT, o avanço da proposta depende da organização da classe trabalhadora e da capacidade de manter a pauta no centro do debate nacional. “A vitória desta causa depende diretamente da nossa mobilização”, frisou Loricardo.
O presidente da Confederação avaliou que a luta entrou em uma etapa que exige ainda mais participação. “Estamos próximos de alcançar esse objetivo, mas precisamos reafirmar nossa força coletiva”, pontuou ao convocar a categoria para as próximas ações.
Loricardo também classificou a redução da jornada como uma reivindicação que ultrapassa o atual momento político. “Esta é uma luta histórica da classe trabalhadora brasileira e um marco para os metalúrgicos da CNM/CUT”, observou.
Ao reforçar o chamado para as ruas e para a mobilização em Brasília, o dirigente destacou a unidade como elemento essencial para avançar. “Sigamos unidos rumo a esta conquista fundamental”, defendeu Loricardo.
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