Reunião ampliada com cerca de 50 dirigentes debateu o cenário político e apontou a importância de fortalecer a organização sindical, a comunicação com a base e a pressão por emprego, renda e direitos
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) reuniu cerca de 50 dirigentes metalúrgicas e metalúrgicos de todo o país, na manhã desta terça-feira (6), para avaliar o cenário político após o primeiro turno das eleições e discutir os desafios colocados para a classe trabalhadora.
Realizada de forma virtual, a reunião ampliada da Executiva contou com representantes de sindicatos de diferentes regiões do Brasil. O encontro debateu a nova composição do Congresso Nacional e os obstáculos que podem surgir para as pautas sociais e trabalhistas.
A análise do cenário foi apresentada por Ariovaldo de Camargo, secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional. Para ele, o avanço da direita no Senado e na Câmara exige mais organização e participação dos movimentos sindical e social na defesa dos direitos.
“O Senado Federal é um desastre, a Câmara dos Deputados vai continuar sendo o que ela é hoje e as nossas pautas estão em risco, evidentemente”, afirmou Ariovaldo.
Direitos exigem organização
Durante o debate, dirigentes ressaltaram que a defesa dos direitos precisa estar presente no cotidiano das entidades, nas fábricas, nas ruas e nas redes sociais. O diálogo com a categoria deve relacionar as decisões políticas às condições concretas de vida e trabalho, como emprego, renda, jornada, participação nos lucros e proteção social.
Ariovaldo destacou a importância de ampliar a conversa com a população e de fortalecer a capacidade de mobilização da classe trabalhadora. Para ele, a organização sindical tem papel central na disputa de ideias e na defesa de um projeto que valorize quem vive do próprio trabalho.
O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, avaliou que a comunicação precisa falar com mais clareza sobre o futuro e dialogar com diferentes gerações, especialmente com a juventude.
“A gente precisa ter esse olhar estratégico do que nós queremos para o Brasil dos próximos quatro anos”, afirmou Loricardo. Ele também defendeu que as entidades compreendam melhor as expectativas dos jovens e construam formas de comunicação conectadas à sua realidade.
Comunicação próxima da base
Loricardo propôs ampliar a produção de materiais voltados à base metalúrgica e aos locais de trabalho. A iniciativa pode abordar as pautas da categoria e seus impactos na vida dos trabalhadores, fortalecendo o debate sobre direitos e condições de trabalho.
Entre os temas destacados estão a redução da jornada sem redução salarial, o fim da escala 6x1 e a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A reunião também apontou a necessidade de levar esses assuntos às redes sociais e de produzir conteúdos que expliquem, de forma acessível, o que está em jogo para a classe trabalhadora.
Fortalecer a mobilização
O encontro debateu ainda a importância de aproximar as entidades da base e renovar as formas de organização e comunicação. Participantes apontaram que a defesa dos direitos depende da participação ativa de trabalhadores e trabalhadoras e da capacidade dos sindicatos de dialogar com diferentes públicos.
“Para a CNM/CUT, o cenário político reforça a importância de manter a mobilização sindical e cobrar que as pautas da classe trabalhadora sejam consideradas nas decisões públicas. A organização da categoria, a comunicação com a base e a pressão em defesa de direitos seguem como tarefas permanentes do movimento sindical”, destacou Loricardo.
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