Com a participação da vice-presidente Cátia Cheve, atividade ouviu reivindicações do chão de fábrica e reforçou a mobilização pela pauta de 2026/2027
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou de uma atividade na fábrica da Elgin, em Manaus, para dialogar com as trabalhadoras e trabalhadores sobre a Campanha Salarial 2026/2027. Representando a entidade, a 1ª vice-presidente, Cátia Cheve, ouviu as principais demandas do chão de fábrica e destacou a importância da organização coletiva para fortalecer as negociações.
Durante o encontro, a categoria apresentou reivindicações relacionadas à alimentação, à disponibilidade de ambulância para emergências, ao fortalecimento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), ao combate ao assédio moral, ao desvio de função e à perseguição contra dirigentes sindicais. A redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, também esteve entre os principais temas debatidos.
Escuta e participação fortalecem a luta coletiva
Para Cátia, a construção de uma campanha salarial forte depende da escuta direta e da participação de quem vivencia diariamente a realidade do trabalho.
“Quando o sindicato entra na fábrica e escuta as trabalhadoras e os trabalhadores, a campanha salarial ganha força e legitimidade. São as demandas apresentadas pela categoria que devem orientar a nossa mobilização e o processo de negociação”, afirmou.
A vice-presidente ressaltou que a pauta da categoria vai além das reivindicações econômicas e inclui direitos fundamentais para uma vida digna dentro e fora do ambiente de trabalho.
“A luta não envolve apenas salário. Defendemos ambientes de trabalho seguros, respeito aos direitos, fortalecimento da CIPA, combate ao assédio moral e uma jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. Isso significa mais saúde, qualidade de vida e tempo para os trabalhadores e suas famílias”, declarou.
Cátia também reforçou que os avanços da campanha salarial serão resultado da unidade entre sindicatos, dirigentes e trabalhadores.
“Nenhuma conquista é individual. É a organização coletiva que transforma as reivindicações do chão de fábrica em força para negociar. Quanto maior a participação da categoria, maior será a nossa capacidade de conquistar melhores salários, direitos e condições de trabalho”, concluiu.