Agenda em quatro cidades reforçou sindicatos, debateu negociações, indústria e organização da categoria com apoio da CNM/CUT
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), cumpriu, entre 12 e 14 de agosto, agenda em Campo Grande, Dourados, Paranaíba e Corumbá para fortalecer sindicatos, ampliar a unidade e discutir os desafios da categoria no estado em conjunto.
As visitas reuniram dirigentes sindicais e trabalhadores em torno de temas como negociações coletivas, sindicalização, benefícios, aproximação com as bases, fortalecimento da indústria local e melhores condições de trabalho em Mato Grosso do Sul.
Presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira apontou a reorganização sindical como prioridade. “É muito importante a nossa atividade nesta região de Mato Grosso do Sul, reagrupando os sindicatos e trabalhando para construir essa unificação”, afirmou.
Unidade e negociações
Em Campo Grande, Antônio dos Santos Silva assumiu a presidência do sindicato em um novo momento para a entidade. Loricardo ressaltou a necessidade de retomar as pautas da convenção coletiva e ampliar a defesa dos direitos dos trabalhadores no estado.
Segundo Loricardo, trabalhadores convivem há cerca de três anos sem convenção coletiva, cenário que exige ação. “Precisamos retomar no estado a discussão da indústria, das convenções e dos direitos e, principalmente, fortalecer a CNM/CUT”, ressaltou.
Desafios nas bases
Em Paranaíba, a presidenta Vitória de Souza Oliveira apontou o diálogo com trabalhadores e empregadores como um dos desafios da entidade, além da extensão territorial. A base sindical reúne algumas cidades da região sul e demanda presença permanente.
Vitória defendeu uma relação cotidiana com a Confederação. “A importância da CNM/CUT não está somente nos grandes momentos ou quando surge uma disputa sindical”, disse, ao defender que a entidade esteja próxima dos metalúrgicos sul-mato-grossenses.
Secretário-geral do sindicato de Paranaíba, Gilberto, o Beto, avaliou que as dificuldades nas negociações e na aproximação com a categoria não representam fraqueza sindical, mas desafios reais que devem ser enfrentados de forma coletiva e organizada.
Em Dourados, Cassemiro Miranda da Silva apontou dificuldades para fechar convenções coletivas, incluir benefícios nos acordos e ampliar a sindicalização. Para o presidente do sindicato, novas filiações são essenciais para fortalecer a entidade.
Cassemiro avaliou que a agenda abriu espaço para ouvir a base, debater problemas e construir um plano de ação com as direções. “Saímos com encaminhamentos importantes para a base aqui do estado. Temos a Confederação junto na luta”, acrescentou.
Indústria em Corumbá
Em Corumbá, Johans Rogério de Pinho Loureiro, presidente do STIS, recebeu toda a comitiva e valorizou a presença da Confederação na região oeste. A agenda incluiu visita à Vetorial Siderurgia S.A. e diálogo sobre trabalho, produção e desenvolvimento.
Na siderurgia, a comitiva tratou do cumprimento das normas regulamentadoras, dos estudos ligados à NR1 e da logística de escoamento da produção. A visita também reforçou a importância de manter a indústria local forte, com empregos e desenvolvimento.
Johans ressaltou o significado da aproximação. “A CNM esteve presente conosco. Juntos somos mais fortes e fomos para a luta”, destacou, ao agradecer a visita de Loricardo e a real presença da Confederação junto aos trabalhadores da região de Corumbá.
Fim da escala 6x1
Em Campo Grande, Antônio valorizou o apoio recebido neste novo momento do sindicato. “O presidente da CNM/CUT veio nos apoiar, trazer seu conhecimento, sua garra e sua vontade de ajudar os companheiros de Campo Grande e do estado”, observou.
Entre as bandeiras debatidas esteve o fim da escala 6x1. “O trabalhador brasileiro precisa ter mais conforto, descanso e tempo com sua família”, frisou Antônio, ao defender a redução da jornada, mais tempo para o convívio familiar e melhores condições de vida.
Antônio também chamou atenção para o desgaste provocado pela rotina diária. “A gente sabe que a carga de trabalho é muito grande, excessiva e cansativa. Precisamos vencer essa luta”, pontuou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campo Grande.
Plenária em setembro
Em 11 de setembro, os metalúrgicos de Mato Grosso do Sul realizarão uma plenária organizativa no estado, com apoio da CNM/CUT. A iniciativa reunirá sindicatos para aprofundar o diálogo, fortalecer a unidade e organizar as próximas ações da categoria.
A plenária será um espaço para construir prioridades diante dos desafios das negociações coletivas, da sindicalização e da organização das bases. Com apoio da CNM/CUT, a iniciativa busca ampliar a articulação e a capacidade de mobilização no estado.
Ao falar aos metalúrgicos do país, Cassemiro reforçou a perseverança na organização coletiva. “Não podemos desistir, precisamos continuar na luta sempre”, explicou, ao reafirmar a necessidade de sindicatos fortes para enfrentar os desafios da categoria.
Vitória também deixou uma mensagem de unidade. “Nossa luta não é contra ninguém. Nossa luta é a favor dos trabalhadores metalúrgicos. Categoria unida tem voz e organizada tem força”, defendeu, ao reforçar a organização coletiva como caminho para novas conquistas.
Para Loricardo, a agenda consolidou uma aproximação que deverá continuar após as visitas e a plenária estadual. “A CNM/CUT tem a tarefa de estar junto, mais perto dos sindicatos”, ressaltou, ao reafirmar o compromisso com a organização dos metalúrgicos.