Confederação reforçou no Senado a mobilização pelo fim da escala 6x1 e participou de audiência sobre aposentadoria especial
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) intensificou, nesta terça-feira (11), em Brasília, a defesa de duas pautas centrais para a classe trabalhadora: a redução da jornada sem redução de salário, com o fim da escala 6x1, e a garantia de uma aposentadoria especial justa.
No Senado, o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, participou da entrega de uma carta que cobra o avanço da PEC 221/19. A mobilização pede que a proposta seja encaminhada imediatamente à Comissão de Constituição e Justiça para votação.
“Estamos aqui no Senado novamente, agora entregando uma carta que pede a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6x1 e que o presidente do Senado encaminhe imediatamente a PEC 221/19 à CCJ para votação”, afirmou Loricardo.
A iniciativa reuniu a CNM/CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), fortalecendo a articulação entre diferentes categorias. A defesa é de que trabalhadores tenham mais tempo para a família, o descanso, o lazer e a própria vida.
“A carta também pede uma mobilização nacional das metalúrgicas e dos metalúrgicos, junto com a CNTE. A Negra Miranda, de Pernambuco, está aqui conosco”, destacou Loricardo, ao reforçar a importância da união dos trabalhadores em torno da pauta.
Negra Miranda, diretora do GOAAM e representante da CNTE, ressaltou a união entre trabalhadores da educação e metalúrgicos. Para ela, a mobilização conjunta amplia a pressão para que a redução da jornada e o fim da escala 6x1 avancem no Congresso.
“Ficamos mais fortes unindo a CNTE com os metalúrgicos da CNM/CUT, para fortalecermos a luta em prol do trabalhador. Pela redução da escala 6x1, porque a gente tem vida além do trabalho”, ressaltou Negra durante a mobilização no Senado.
Aposentadoria especial
Ainda em Brasília, a CNM/CUT participou de audiência pública sobre a PEC 42 e a aposentadoria especial. A atividade contou com a presença de trabalhadores metalúrgicos de Timóteo, em Minas Gerais, e do deputado federal Leonardo Monteiro.
Loricardo destacou que o debate representa uma reivindicação histórica de trabalhadores submetidos a condições especiais durante a vida profissional. Ao lado de Monteiro, ele defendeu a necessidade de avançar na construção de uma resposta concreta para a categoria.
O parlamentar lembrou sua própria trajetória como trabalhador que saiu do chão de fábrica e chegou à Câmara dos Deputados. Segundo ele, o debate sobre a aposentadoria especial atende às expectativas de diversas categorias que reivindicam o reconhecimento desse direito há décadas.
“Isso, para mim, como trabalhador que saiu do chão de fábrica e depois retornou como deputado federal, é muito importante. Isso atende à expectativa de várias categorias que têm direito à aposentadoria especial no Brasil inteiro”, disse.
Ele também defendeu que a discussão avance de forma articulada dentro do Governo Federal, envolvendo as áreas diretamente relacionadas ao tema. O objetivo, segundo ele, é chegar a uma proposta capaz de contemplar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
“Nós queremos fazer esse debate institucional também dentro do governo Lula, junto à Previdência e ao Ministério do Trabalho, para que a gente possa construir uma proposta que possa, de fato, atender à expectativa de todos os trabalhadores e trabalhadoras”, explicou.
Para o presidente da CNM/CUT, a aposentadoria especial é um direito de quem dedicou parte da vida profissional ao trabalho em condições que exigem proteção diferenciada. “A CNM/CUT seguirá mobilizada em Brasília e nas bases pela valorização do trabalho e por uma aposentadoria justa”, completou Loricardo.