Escrito por: Cadu Bazilevski

CNM/CUT leva pauta da categoria metalúrgica ao centro do debate no Conselhão

Presidente Loricardo defende redução da jornada, fim da escala 6x1 e fortalecimento da indústria durante plenária em Brasília com Lula

CNM/CUT
O presidente da CNM/CUT reforçou a necessidade de fortalecer a indústria brasileira

A defesa da classe trabalhadora, da reindustrialização e da redução da jornada de trabalho marcou a participação de Loricardo de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), na 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão da Presidência da República, realizada nesta terça-feira (10), no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF).

O encontro reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, empresários e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, soberania nacional e os rumos da economia brasileira nos próximos anos.

Em meio aos debates sobre o cenário internacional e os desafios da indústria nacional, Loricardo aproveitou o espaço para reforçar reivindicações históricas da classe trabalhadora e defender maior participação dos trabalhadores nas decisões que impactam o futuro do país.

 

A defesa da reindustrialização ganhou ainda mais relevância diante das discussões sobre as recentes tensões comerciais internacionais. Integrantes do governo Lula utilizaram a plenária para reforçar a necessidade de preservar a autonomia econômica brasileira, fortalecer cadeias produtivas nacionais e ampliar a capacidade tecnológica do país.

Luiz Inácio falou
Durante a plenária, Lula voltou a defender a ampliação do debate sobre a jornada de trabalho. Em uma de suas declarações, o presidente afirmou que é preciso acabar com a escala 6 por 1. A manifestação de Lula vai de encontro com as bandeiras defendidas pela CNM/CUT e reforça a convergência entre a pauta dos trabalhadores e as discussões conduzidas no âmbito do Conselhão.

“A responsabilidade do Conselho é preparar propostas para ajudar o governo a fazer coisas diferentes, a atender às demandas apresentadas pela sociedade civil. Isso nem sempre é possível, porque muitas vezes as coisas que parecem simples são as mais difíceis, ou são aquelas que atendem a uma parte da sociedade que nunca foi atendida”, disse.

Por fim, Lula declarou que aos poucos o governo vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país.

*Com informações do MDIC