Delegação alemã participou de atividades para troca de experiências na organização da classe trabalhadora
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC recebeu, na última semana, uma delegação alemã para atividades de intercâmbio com dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais.
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participa da programação por meio da Secretaria de Relações Internacionais. A agenda reúne encontros, debates e visitas a organizações da classe trabalhadora.
Segundo Maicon Michel, secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, a iniciativa começou em 1999, com a aproximação entre a juventude metalúrgica do ABC e jovens do sindicato alemão IG Metall. Desde então, delegações dos dois países participam periodicamente de visitas e atividades que aproximam as experiências sindicais e sociais.
“É um intercâmbio baseado na troca de experiências, entendendo que os dois lados têm muito a contribuir um com o outro”, afirmou o dirigente. Segundo ele, a proposta sempre foi construir um diálogo em condições de igualdade, no qual trabalhadoras e trabalhadores compartilham práticas de organização sindical, formação política e estratégias de luta.
De acordo com Maicon, o intercâmbio também permite apresentar aos visitantes a experiência brasileira de organização de base e mobilização sindical. A programação inclui encontros com entidades sindicais, movimentos sociais e espaços de formação política que mostram a diversidade das iniciativas de organização da classe trabalhadora no país.
“A nossa disposição de luta e organização de base, mesmo sem a estrutura institucional que eles têm na Alemanha, também é uma referência importante”, explicou. Para ele, a experiência brasileira de mobilização sindical revela caminhos de resistência que despertam interesse de representantes de outros países.
Sobre o projeto
Ao longo dos anos, o projeto ampliou sua abrangência e passou a incluir outras organizações da classe trabalhadora brasileira. Desde o início dos anos 2000, a programação também envolve atividades com movimentos sociais, aproximando experiências de luta do campo e da cidade.
Entre as organizações que participam das atividades está o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de centros de formação política e iniciativas ligadas à organização popular. O intercâmbio busca apresentar às delegações internacionais a diversidade de experiências de organização da classe trabalhadora no Brasil.
Depois de um período de interrupção, a iniciativa foi retomada com apoio da organização alemã Aprender Juntos. Criada por antigos participantes do projeto, a entidade mantém a articulação do intercâmbio e hoje reúne integrantes de diferentes setores sociais interessados em fortalecer a cooperação internacional.