Escrito por: Cadu Bazilevski

Fausto debate futuro do trabalho com metalúrgicos em Manaus

Presidente do Conselho Nacional do SESI ouviu trabalhadores e dirigentes da CNM/CUT sobre tecnologia, qualificação, saúde, educação e demandas da categoria

Reprodução
A conversa ocorreu durante a passagem de Fausto pela capital amazonense

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, se reuniu com metalúrgicos e dirigentes sindicais em Manaus (AM) para discutir as transformações no mundo do trabalho e ouvir demandas de quem vive a realidade no chão das fábricas.

A conversa ocorreu durante a passagem de Fausto pela capital amazonense para uma atividade do SESI, que celebra 80 anos. Antes do encontro no sindicato, ele participou da programação Confluência SESI 80 Anos, realizada no Clube do Trabalhador.

No sindicato, Fausto abordou os impactos das novas tecnologias na indústria e a necessidade de compreender as mudanças a partir da experiência dos trabalhadores. Para ele, a realidade do chão de fábrica deve fazer parte desse debate.

“Ouvir quem está no chão de fábrica é fundamental para entender o que está mudando. Vivemos uma transição importante e enfrentamos os desafios da indústria 4.0 e das novas tecnologias”, afirmou Fausto.

Segundo ele, o Brasil ainda convive com características do trabalho do século 20 enquanto trabalhadores e empresas enfrentam novos processos produtivos. Nesse cenário, educação e formação profissional ganham importância.

“É olhando para essa realidade que precisamos pensar o futuro do trabalho no Brasil, um futuro que passa por educação, formação profissional, desenvolvimento e, principalmente, pela escuta de quem vive essas transformações”, destacou.

Voz dos trabalhadores
Secretária de Mulheres da CNM/CUT, Maria de Jesus participou do encontro e considerou importante a oportunidade de conversar com Fausto. A reunião permitiu aos dirigentes apresentar dúvidas e questões vividas pelos trabalhadores de Manaus.

“Foi muito importante para a gente. Ele falou sobre a estrutura do SESI, como está funcionando, e o pessoal questionou várias coisas. Ele também queria ouvir justamente os trabalhadores”, explicou Maria de Jesus.

A dirigente relatou ainda que a questão das creches foi apresentada diretamente a Fausto durante a conversa. De acordo com ela, os participantes discutiram possibilidades para ampliar o atendimento às famílias e beneficiar mais filhos de trabalhadores.

A dirigente também citou serviços oferecidos pelo SESI no Amazonas. Entre eles estão atividades no Clube do Trabalhador, com espaços de lazer e academia, além de outros atendimentos destinados aos trabalhadores e à comunidade.

Participação sindical
Para Ewerson Rodrigues, da direção da CNM/CUT, a passagem de Fausto por Manaus criou uma oportunidade para aproximar o Sistema S dos trabalhadores, do setor produtivo e das entidades sindicais, além de ampliar o diálogo sobre o futuro do trabalho.

“A visita do presidente do Conselho Nacional do SESI representa uma oportunidade importante para fortalecer o diálogo entre o Sistema S, os trabalhadores e as entidades sindicais”, avaliou.

O dirigente destacou o papel do SESI na promoção da saúde, educação, qualificação profissional, inovação e qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias. Para a CNM/CUT, essas políticas devem considerar as diferentes realidades regionais.

“É fundamental que o olhar sobre essas políticas considere também a realidade de quem está no chão de fábrica e as particularidades da região amazônica”, frisou Ewerson, ao defender maior participação dos trabalhadores.

A CNM/CUT defende que trabalhadores e entidades sindicais tenham espaço crescente na construção das prioridades e ações do SESI. Para Ewerson, a participação de quem vivencia as mudanças na indústria é essencial para formular respostas adequadas.

“Defendemos uma participação cada vez maior dos trabalhadores e de suas entidades representativas na construção das prioridades e das ações do SESI”, pontuou o dirigente da CNM/CUT.

Tecnologia e futuro
Os avanços tecnológicos, a inteligência artificial e as mudanças nos processos produtivos também fizeram parte do debate. Para a CNM/CUT, as transformações exigem diálogo social e participação dos trabalhadores na construção de soluções.

“Acreditamos que o diálogo social é um caminho importante para construir soluções que respondam às transformações do mundo do trabalho, especialmente diante dos avanços tecnológicos e da inteligência artificial”, defendeu Ewerson.

A visita também permitiu que Fausto ouvisse demandas apresentadas por quem atua diretamente com os metalúrgicos no Amazonas. O encontro aproximou questões locais, como creches e serviços aos trabalhadores, do debate nacional sobre o futuro do trabalho.

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