Escrito por: Cadu Bazilevski

IndustriALL aprova guia para formação de redes sindicais

Comitê Executivo também definiu como organizar campanhas sindicais e aprovou o orçamento para essas ações em diferentes países

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Maicon Michel, secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, destacou o ineditismo da medida

O Comitê Executivo da IndustriALL Global Union aprovou nesta quinta-feira (5), em Genebra, um guia que orienta a formação de redes sindicais e define sua composição. A entidade também adotou um método para organizar campanhas e aprovou recursos para realizá-las em diferentes países.

O guia foi elaborado pelo Comitê Global de Multinacionais (GMC, na sigla em inglês). Maicon Michel, secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, destacou o caráter inédito da medida. “Agora tem um método para se fazer rede sindical, que não existia antes”, afirmou.

Na avaliação de Michel, o guia e as medidas para as campanhas ajudam a estruturar a atuação internacional da IndustriALL. Na mesma reunião, uma representante do México passou a integrar o GMC. “A gente estava com uma vaga aberta e agora uma companheira do México compôs o grupo”, disse.

Organização sindical
Em Bangladesh, o sindicato criado na fabricante de vestuário Crystal International reúne 2.500 dos 3 mil trabalhadores da empresa. A organização é fruto de uma rede sindical criada pela IndustriALL em 2023. Dos 20 integrantes da direção do sindicato, 19 são mulheres.

Na abertura da reunião, Christiane Benner, presidente da IndustriALL e do sindicato alemão IG Metall, falou a dirigentes sindicais de mais de 40 países. “A organização sindical é a tarefa estratégica mais importante do nosso movimento”, ressaltou.

Na Suécia, o IF Metall encerrou uma greve de quase três anos na Tesla sem firmar acordo coletivo. Segundo a presidente do sindicato, Marie Nilsson, a empresa pagou a trabalhadores sindicalizados para que deixassem seus postos, até que nenhum filiado ao IF Metall permanecesse na Tesla.

Juventude e igualdade
O Comitê Executivo aprovou a primeira política de juventude da IndustriALL para ampliar a participação dos jovens nas decisões sindicais. O debate abordou a presença desproporcional de jovens em empregos precários e sua baixa representação nas instâncias decisórias dos sindicatos.

O Comitê de Mulheres propôs realizar auditorias salariais periódicas e incluir cláusulas de igualdade de gênero nos acordos-marco globais. O grupo também defendeu a capacitação das equipes de negociação para combater as desigualdades salariais.

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