Há duas semanas, a multinacional japonesa Makita, indústria de ferramentas elétricas situada em São Bernardo, anunciou o fechamento da sua fábrica na região e a demissão de cerca de 313 trabalhadores
A fábrica informou que suspenderá as atividades em razão dos impactos da crise financeira mundial. A notícia caiu como uma bomba para os funcionários e para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que estavam construindo uma proposta para assegurar a permanência da fábrica na cidade.
A trabalhadora do setor de produção da fábrica e Secretária da Mulher da FEM-CUT, Rosimar Dias Machado (Rose) disse que os trabalhadores se sentem traídos pela Makita. "Todos estão com a dignidade ferida, afinal são pais e mães de família, que agora estão em licença remunerada até o dia 29 de setembro e depois serão demitidos", desabafa.
Rosi ressalta que houve por parte do Sindicato e dos funcionários uma boa intenção de construir uma proposta que garantisse a permanência, mas o mesmo não aconteceu com a Direção da empresa. "Uma semana antes ao anúncio da Makita estávamos debatendo uma alternativa para assegurar os empregos e a produção. Mas no dia 4, quando então apresentaríamos esta proposta, a Direção da Makita nos surpreendeu com o comunicado do fechamento da unidade na região", explica.
A dirigente enfatiza que o Sindicato sempre teve um bom relacionamento com a Makita e que, portanto, esta atitude jamais era esperada.
Marinho
A sindicalista salienta que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está realizando reuniões permanentes para definir um cronograma de ações que visam garantir a fábrica aberta. Como estratégia de pressão, um grupo de funcionários está acampado em frente à fábrica desde o dia 4 de setembro. O prefeito de São Bernardo Luiz Marinho fará uma reunião nesta terça, dia 15, com os diretores da Makita, com o intuito de propor alternativas para garantir o funcionamento da empresa na região.
Fonte: FEM/CUT-SP