Mobilização reuniu trabalhadoras e trabalhadores de todo o país por direitos e melhores condições de vida
Diferentes categorias de diversas regiões do país participaram nesta quarta-feira (15) da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF) organizada pelas centrais sindicais e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). A mobilização integrou a agenda nacional da classe trabalhadora e levou às ruas pautas históricas, como a redução da jornada sem redução de salário e o fim da escala 6x1 sem redução de salário.
A marcha reuniu delegações de diversos estados e evidenciou a força da mobilização nacional. “Metalúrgicas e metalúrgicos da CNM/CUT, companheiras e companheiros, estamos em Brasília, em defesa da classe trabalhadora, pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho. Este é um dia de luta importante e vamos acompanhar a votação na CCJ em busca de uma vitória da classe trabalhadora”, disse Loricardo de Oliveira, presidente da CNM/CUT.
A defesa da redução da jornada como medida de dignidade foi central nas falas das lideranças. “Estamos lutando pela redução da jornada sem redução de salário e pelo fim da escala 6x1. Essa é uma luta pela dignidade, para que trabalhadores e trabalhadoras tenham tempo para a família e para viver melhor”, afirmou Lírio Segalla, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul.
Na véspera do ato, representantes sindicais da CNM/CUT cumpriram agenda no Congresso Nacional e em ministérios, buscando diálogo com parlamentares e o governo federal. A iniciativa teve como objetivo reforçar a pressão por avanços nas condições de trabalho e garantir que as demandas da classe trabalhadora avancem também no campo institucional.
Unidade nacional
A mobilização também reforçou a unidade entre categorias e a ampliação das pautas sociais. “Estamos em Brasília para lutar pela redução da jornada sem redução de salário. É a classe trabalhadora unida por mais direitos para trabalhadores e trabalhadoras”, declarou Christiane dos Santos, secretária de Igualdade Racial.
A participação das federações estaduais fortaleceu o caráter nacional do ato. “Quem não está aqui perdeu uma grande oportunidade de lutar pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário. Estamos na luta para garantir mais tempo de vida, de família e de estudo para trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Erick Silva, presidente da FEM-CUT/SP.
Vida digna
Entre os participantes, a pauta da qualidade de vida apareceu com força. “Estamos aqui com trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil na luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução de salário. Queremos garantir uma vida digna, com tempo para educação, lazer, esporte e convivência”, disse a metalúrgica Maria Eunice, de Canoas, no Rio Grande do Sul.
Além das reivindicações econômicas, o ato também incorporou outras bandeiras sociais. “Estamos aqui representando o povo brasileiro que luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução salarial. Também defendemos o combate à pejotização e ao feminicídio, pautas fundamentais para a classe trabalhadora”, afirmou Rudimar Tavares, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas.
A mobilização em Brasília consolidou a unidade nacional das trabalhadoras e dos trabalhadores, e reforçou a disposição de manter a pressão por mudanças que ampliem direitos, fortaleçam a organização sindical e garantam melhores condições de vida em todo o país, num cenário de intensificação das lutas por avanços concretos.