Chapa única obtém 95,81% dos votos e direção projeta novo mandato com foco em direitos e unidade
A eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa e Região foi concluída com vitória expressiva da chapa Metalurgente, que obteve 95,81% dos votos válidos. O processo ocorreu de forma tranquila, mesmo sob forte chuva no município, e confirmou a continuidade de um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos.
Segundo o presidente reeleito, Claudir Messias da Rosa, o resultado já era esperado diante da atuação da entidade. “A eleição foi bem tranquila, transcorreu normalmente, mesmo com a chuva, e a categoria participou”, afirmou. A nova direção também contará com renovação parcial, incluindo quatro novos dirigentes, sendo duas trabalhadoras.
Renovação e base forte
A direção destaca que a confiança da categoria está ligada ao trabalho de base e à presença constante nas negociações. “A gente mantém a defesa dos trabalhadores e nunca fechou acordo que prejudicasse a categoria”, disse. Ele ressaltou que todas as convenções coletivas firmadas garantiram aumento real de salários.
Além das negociações, o sindicato investe em qualificação profissional, com cursos de solda, mecânica e operação de empilhadeira, e mantém atuação jurídica ativa para enfrentar irregularidades. “Quando as empresas erram, nosso jurídico é acionado e resolve”, explicou.
Prioridades do mandato
Para o novo ciclo, a direção pretende reforçar a atuação nas pautas nacionais e ampliar direitos na base. A redução da jornada de trabalho, sem corte de salários, segue entre os principais eixos de mobilização, assim como a valorização salarial e o fortalecimento da convenção coletiva.
“A gente vai dar ênfase nas lutas nacionais e cuidar da nossa base, buscando aumento real e mais direitos”, afirmou. A estratégia inclui ampliar parcerias com sindicatos de outras categorias e fortalecer a unidade do movimento sindical.
Unidade e mobilização
O dirigente também defendeu maior engajamento da classe trabalhadora nas disputas em curso no país. Para ele, a pressão sobre o Congresso é fundamental para avançar em pautas históricas. “O trabalhador tem que estar engajado, cobrando deputados e senadores para avançar nas conquistas”, destacou.
Ao final, Claudir reforçou a importância da organização coletiva. “Unidos nós sempre seremos fortes e juntos a gente pode vencer”, concluiu.