Presidentes de federações e sindicatos de metalúrgicos de todo o país reforçaram a necessidade de ampliar a pressão sobre os senadores para garantir a aprovação da proposta antes do recesso parlamentar
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) realizou na última terça-feira (2) uma reunião nacional com presidentes de federações e sindicatos filiados para discutir os próximos passos da mobilização em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
O encontro teve como foco a construção de uma estratégia unificada de pressão sobre o Senado Federal, etapa decisiva para a aprovação da proposta após a vitória conquistada na Câmara dos Deputados.
Durante a reunião, o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, destacou que a aprovação da PEC na Câmara representa uma importante conquista da classe trabalhadora, mas alertou que a luta continua e exige mobilização permanente para garantir a aprovação definitiva no Senado.
“A vitória na Câmara foi resultado de muita organização e pressão social. Agora precisamos manter a mobilização, dialogar com a base, pressionar os senadores e mostrar que a sociedade brasileira apoia a redução da jornada como um avanço civilizatório para os trabalhadores”, afirmou.
Entre as principais definições do encontro está a construção de uma ampla agenda nacional de mobilização. A CNM/CUT propôs uma semana nacional de atividades entre os dias 22 e 27 de junho, com destaque para um dia unificado de mobilização no dia 24, envolvendo atos públicos, assembleias nas fábricas, ações nas redes sociais e pressão direta sobre os parlamentares.
Outra ação definida é a ida de representantes dos metalúrgicos a Brasília nos dias 16 e 17 de junho para acompanhar as articulações no Senado e realizar a entrega de abaixo-assinados aos senadores. A iniciativa será construída em conjunto com as entidades filiadas e contará com articulação junto às lideranças comprometidas com a pauta dos trabalhadores.
Os dirigentes também defenderam a ampliação das ações nos estados, com visitas aos gabinetes dos senadores, entrega de documentos, campanhas de esclarecimento junto à categoria e produção de conteúdos para redes sociais. A orientação é que sindicatos e federações intensifiquem o diálogo com os trabalhadores para demonstrar que a tramitação da proposta ainda não está concluída e que a pressão popular será decisiva para a votação.
Ao longo da reunião, representantes de diversos estados compartilharam experiências locais de mobilização, incluindo distribuição de materiais informativos, assembleias nas fábricas, produção de vídeos com trabalhadores e campanhas digitais para identificar parlamentares favoráveis e contrários à proposta.
Unidade e ação
Também foi debatida a necessidade de fortalecer a unidade entre os metalúrgicos e as demais categorias organizadas pelas centrais sindicais. A expectativa é que as ações da categoria estejam integradas ao calendário nacional de mobilizações que está sendo construído pelas centrais para as próximas semanas.
A CNM/CUT irá disponibilizar materiais de comunicação padronizados para apoiar as entidades filiadas, incluindo cards, vídeos, modelos de textos, adesivos e peças digitais voltadas à pressão sobre o Senado.
A avaliação dos dirigentes é de que as próximas semanas serão decisivas para garantir a aprovação da proposta antes do recesso parlamentar. Por isso, a orientação é ampliar a mobilização em todos os estados e fortalecer o diálogo com a sociedade sobre os benefícios da redução da jornada para a saúde, a qualidade de vida e a geração de empregos.
“A Câmara aprovou. Agora é a vez do Senado. Precisamos transformar essa pauta em uma grande mobilização nacional para garantir mais qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, concluiu Loricardo.