Escrito por: FEM-CUT/SP

Metalúrgicos participam do 18º Encontro Internacional da Rede Vida Viva

Evento realizado na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, contou com participação de sindicalistas do ABC, Sorocaba, Extrema (MG), Espírito Santo e Pernambuco

Metalúrgicos do ABC e de Sorocaba participaram, nos dias 28, 29 e 30 de novembro, do 18º Encontro Internacional da Rede Vida Viva, realizado em Itamaracá (PE). O evento reuniu representantes de várias regiões do Brasil e de outros países para trocar experiências, fortalecer a organização dos trabalhadores e debater os impactos da digitalização no mundo do trabalho.

Também estiveram presentes delegações de metalúrgicos de Extrema (MG), do Espírito Santo, de Pernambuco, além de trabalhadores de diversas categorias dos setores público e privado. O encontro contou ainda com a participação de sindicalistas da Colômbia, África do Sul, Índia, Alemanha e Costa Rica, além de representantes dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e Paraná.

A FEM-CUT/SP teve participação destacada, representada pelo seu secretário-geral, Max Pinho, e pelo vice-presidente, Antonio Welber Filho (Bizu). Ambos acompanharam as discussões e contribuíram nos debates sobre o uso das ferramentas da Rede Vida Viva e sobre os efeitos das novas tecnologias no ambiente de trabalho.

Entre os temas centrais estiveram o controle do trabalho, o ciclo e tempo de produção, os chamados “patrões invisíveis”, o aumento da produtividade e a redução de direitos e salários.

Durante o encontro, os participantes também realizaram dinâmicas de grupo para construção de planos de ação e debates em plenária.

O vice-presidente Bizu reforçou a importância de organização coletiva diante das transformações tecnológicas. “Os trabalhadores não podem ficar à margem desses processos. Precisamos disputar o rumo da digitalização, garantir proteção, condições de saúde e segurança e impedir que a tecnologia seja usada apenas para aumentar a exploração”, disse.

Max Pinho ressaltou a relevância do intercâmbio internacional para enfrentar desafios comuns. “A digitalização tem avançado de forma acelerada e impactado diretamente a vida dos trabalhadores. Estar aqui, ouvindo realidades de vários países, nos ajuda a construir estratégias mais fortes para defender direitos e condições dignas de trabalho”, afirmou.

A presença da FEM-CUT/SP no encontro reforça seu compromisso com a formação, a participação internacional e a construção de ações conjuntas para enfrentar os desafios do novo mundo do trabalho.