Metalúrgicos de São Leopoldo pressionaram e a empresa de material bélico cedeu, garantindo assim o pagamento do adicional de insalubridade para cerca de 80% dos trabalhadores na fábrica, que ainda não recebiam este auxílio
Os trabalhadores na Taurus, em São Leopoldo-RS, tiveram uma grande conquista para cerca de 80% dos companheiros que não recebiam o adicional de insalubridade, equivalente a 20% dos salários, que começou a ser pago com data retroativa a 1º de março.
Para atingir o objetivo, após duas assembleias realizadas, os trabalhadores se mostraram dispostos a ficar do lado de fora de braços cruzados por tempo indeterminado, até que a empresa revisse algumas posições em respeito as reinvidicações.
"Na última assembleia, em 8 de março, os trabalhadores votaram por um estado de greve, pois a empresa havia feito uma reunião no dia 5 e dito que não atenderia a nenhuma das solicitações feitas pela comissão em nome de todos os trabalhadores(as)", disse a diretora do Sindicato, Shirley Cruz.
As demais reinvindicações serão revistas pela diretoria. Uma delas trata sobre a questão dos cargos e salários. A direção ficou de rever os casos de trabalhadores que não receberão as promoções.
Há também uma reivindicação a ser feita sobre um intervalo de 30 minutos nas refeições, para que haja um sábado de folga a cada 15 dias. "A empresa negou, alegando as questôes legais da CLT, que não permitem esse tipo de acordo sem haver uma portaria da DRT", afirmou.
Valter Bittencourt - imprensa CNM/CUT, com informações dos Metalúrgicos de São Leopoldo