Dirigentes sindicais pedem ao presidente do Senado que paute proposta sobre jornada de trabalho sem redução salarial e fim da escala 6x1
Trabalhadores e sindicalistas do Amapá se uniram para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a votação da PEC 221/19. Em vídeo produzido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), representantes do movimento operário amapaense reforçaram que a redução da jornada é uma demanda de quem vive do trabalho.
Professor Paulinho, secretário de Imprensa do Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep-AP), abriu o chamado dirigido ao senador. “Alcolumbre, aqui quem fala são as trabalhadoras e trabalhadores do Amapá”, afirmou.
Margarete Conceição, secretária-geral do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), reforçou a cobrança ao presidente do Senado. “Está nas suas mãos, Davi Alcolumbre, pautar a PEC 221/19 e permitir que ela seja votada”, defendeu.
Jornada e qualidade de vida
Ubiraelson Araújo, diretor nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), relacionou a mobilização à tramitação da pauta no Congresso. “A Câmara dos Deputados já aprovou o fim da jornada sem a redução dos salários e o fim da escala 6x1”, destacou.
Kelso Luiz, diretor de Assuntos Jurídicos da CUT Amapá (CUT-AP), ressaltou o impacto da jornada na vida cotidiana. “Quem trabalha quer mais tempo para viver, cuidar da sua família, tempo para descansar e, principalmente, qualidade de vida”, disse.
Charles Simião, secretário de Políticas Públicas e Direitos Humanos da CUT-AP, cobrou uma resposta dos senadores à mobilização. “O Brasil já deu o seu recado. Esperamos que o Senado faça a sua parte”, pontuou.
Pressão sobre o Senado
Hedoelson Uchoa, tesoureiro da CUT-AP, encerrou o apelo com uma mensagem direta ao senador amapaense. “Presidente Alcolumbre, bote para votar a PEC 221/19. Quem trabalha não pode esperar”, frisou.
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, a mobilização organizada pela CNM/CUT busca ampliar a pressão sobre o Senado e levar a discussão sobre jornada e escala de trabalho ao centro do debate.
“No Amapá, sindicalistas apostam na força das categorias para cobrar de Alcolumbre o avanço da proposta e uma resposta aos trabalhadores de todo o Brasil”, encerrou.
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