Às vésperas das eleições, voto reafirma o poder de escolha da população e ajuda a definir os rumos do país e as políticas que afetam a sociedade
A democracia ganha sua expressão mais direta quando a população participa das decisões sobre os rumos do país. No próximo domingo, 4 de outubro, 158,7 milhões de brasileiras e brasileiros estarão aptos a ir às urnas no primeiro turno das Eleições 2026.
Mais do que uma obrigação prevista para parte do eleitorado, votar representa a possibilidade de escolher quem ocupará espaços de poder e tomará decisões em nome da sociedade. “É um direito conquistado ao longo da história e uma das bases do regime democrático”, declarou Loricardo de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT).
“A Constituição Federal de 1988 estabelece que todo poder emana do povo, exercido por representantes eleitos ou diretamente. É nas eleições que esse princípio se materializa de forma mais ampla, com o voto direto e secreto garantindo ao cidadão a liberdade de escolher seus representantes”, enfatizou.
Escolhas que afetam a vida
Em 2026, o povo brasileiro irá escolher presidente da República, governadores, deputados federais, deputados estaduais – ou distritais – e dois senadores por unidade da Federação. São cargos diferentes, mas todos exercem funções que interferem no cotidiano da população.
As decisões tomadas pelos representantes eleitos alcançam áreas como emprego, renda, saúde, educação, previdência, segurança e desenvolvimento econômico. Para a classe trabalhara, passam também por temas como direitos trabalhistas, política industrial e proteção social, avalia Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, secretário-geral da CNM/CUT.
“Por isso, escolher um candidato não deveria se limitar à identificação com um nome, uma frase de campanha ou uma publicação nas redes sociais. Conhecer propostas, trajetória, compromissos e atribuições do cargo em disputa ajuda a tornar a decisão mais consciente”, disse.
O voto também não encerra a participação política. A democracia pressupõe acompanhar os eleitos, fiscalizar decisões, cobrar compromissos e participar do debate público. “Escolher representantes é parte de um processo que continua depois que as urnas são fechadas”, completou Renatinho.
Informação para escolher
Em um cenário marcado pela circulação acelerada de informações, avaliar a origem do conteúdo recebido também passou a fazer parte do processo de escolha. Antes de compartilhar uma mensagem, é importante verificar a fonte e buscar informações em canais confiáveis. É o que entende Heraldo Silva Ferreira, secretário de Comunicação da CNM/CUT.
Em sua opinião, “a divergência política faz parte de qualquer sociedade democrática”. “Pessoas podem ter opiniões, prioridades e projetos de país diferentes. Preservar o direito de discordar, debater e fazer escolhas livremente é justamente uma das características fundamentais da democracia. Dessa maneira, devemos ter responsabilidade ao compartilhar conteúdos sobre as eleições”, ponderou.
Democracia se pratica
O direito ao voto no Brasil foi ampliado ao longo da história até alcançar parcelas da população antes excluídas das decisões políticas. Hoje, brasileiros a partir dos 16 anos podem participar da escolha daqueles que exercerão funções públicas em seu nome.
Para quem tem 16 e 17 anos e para os maiores de 70, o voto é facultativo. A possibilidade de participar, mesmo sem a obrigação legal, reforça o caráter do voto como direito de cidadania e como oportunidade de interferir democraticamente no futuro do país.
No domingo, cada eleitor estará sozinho diante da urna. A escolha é individual e protegida pelo sigilo, mas suas consequências são coletivas. O resultado determinará quem receberá da população o poder de governar, elaborar leis e tomar decisões públicas, declarou Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT.
“Participar das eleições é, portanto, mais do que apertar algumas teclas na urna. É assumir uma parcela de responsabilidade sobre os caminhos do país. O voto não é a única forma de exercer a cidadania, mas continua sendo uma de suas ferramentas mais poderosas”, concluiu.
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