MENU

2ª Conferência Nacional do Trabalho reúne delegados e debate futuro do emprego

Evento em São Paulo reuniu mais de 600 delegados de trabalhadores, governo e empregadores. CNM/CUT participou dos debates sobre direitos e transformações no trabalho

Publicado: 06 Março, 2026 - 19h05

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
notice
O encontro ocorreu entre os dias 3 e 5 de março, sob coordenação do Ministério do Trabalho e Emprego

A 2ª Conferência Nacional do Trabalho foi encerrada nesta semana no Distrito Anhembi, em São Paulo, consolidando um dos maiores espaços de diálogo social realizados no país na última década. O encontro ocorreu entre os dias 3 e 5 de março, sob coordenação do Ministério do Trabalho e Emprego, reunindo representantes do governo, das centrais sindicais e das confederações patronais para discutir o futuro do trabalho no Brasil.

Ao todo, mais de 800 pessoas participaram da conferência em um modelo tripartite que garantiu a presença equilibrada de trabalhadores, empregadores e governo. O objetivo central foi debater caminhos para a promoção do trabalho decente, buscando conciliar desenvolvimento econômico, produtividade e proteção social em um cenário marcado por rápidas transformações no mundo do trabalho.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou do encontro e acompanhou os debates sobre as mudanças nas relações de trabalho e seus impactos para a classe trabalhadora. A presença da entidade reforçou a importância da participação do movimento sindical na construção de políticas públicas que garantam direitos e melhores condições de trabalho, segundo o secretário de Comunicação, Heraldo Silva.

“A conferência aconteceu em um momento em que enfrentamos transformações aceleradas no mundo do trabalho, que trazem impactos significativos na relação entre trabalhadores e empregadores. O debate promovido com responsabilidade e em consenso entre as bancadas possibilitou avanços que certamente darão frutos nas negociações futuras entre as partes”, destacou.

Segundo Heraldo, a participação da CNM/CUT e de seus sindicatos filiados foi importante para levar à conferência as principais reivindicações da categoria metalúrgica, construídas nas etapas regionais e estaduais do processo.

“A indústria metalúrgica, especialmente o setor siderúrgico, é um grande gerador de empregos formais e um motor importante para a empregabilidade no país. Por isso, nossas intervenções buscaram garantir que as propostas aprovadas apontem para a modernização das relações de trabalho, equilibrando avanço tecnológico, justiça social e sustentabilidade”, afirmou.

Ele também ressaltou que o movimento sindical teve papel central nas discussões, defendendo a necessidade de fortalecer o diálogo social e garantir condições dignas de trabalho diante das mudanças tecnológicas.

“Precisamos reforçar a luta em defesa do trabalho decente e digno, com condições que respeitem a integridade física, mental e social dos trabalhadores, assegurando remuneração justa, proteção social e liberdade”, completou.

Durante a conferência, temas como inteligência artificial, economia verde e novas formas de organização do trabalho estiveram no centro das discussões. Também ganharam destaque pautas defendidas pelo movimento sindical, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por 1, consideradas medidas importantes para melhorar a qualidade de vida de trabalhadoras e trabalhadores.

As propostas debatidas ao longo do encontro foram reunidas em um relatório final construído a partir das etapas estaduais da conferência. O documento deverá orientar futuras políticas públicas voltadas ao trabalho e ao emprego, além de contribuir para novos debates sobre legislação e direitos diante das mudanças tecnológicas e produtivas.