2ª Formação internacional fortalece organização sindical dos metalúrgicos do Brasil
Segunda turma do projeto entre Brasil e Alemanha reúne trabalhadoras e trabalhadores para ampliar sindicalização e estratégias coletivas
Publicado: 18 Maio, 2026 - 17h53 | Última modificação: 20 Maio, 2026 - 11h38
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
Teve início nesta segunda-feira (18) a segunda turma do “Projeto Organização Sindical e Ação Coletiva: Sindicalizados/as, somos mais fortes!”, em Santo André, no ABC paulista. A iniciativa é da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em parceria com o IG Metall, da Alemanha, e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com foco na organização de base.
A iniciativa internacional reforça o histórico de atuação da CNMCUT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do IG Metall na formação sindical e na articulação entre trabalhadoras e trabalhadores em diferentes países da América Latina e do mundo.
A abertura do evento repetiu a programação da semana anterior e reuniu trabalhadoras, trabalhadores e dirigentes sindicais em uma formação voltada ao fortalecimento da atuação nos locais de trabalho. O primeiro dia foi marcado pelo acolhimento, apresentação da agenda da semana e atividades iniciais sobre organização sindical estratégica.
Metalúrgicas e metalúrgicos iniciam formação sindical internacional no ABC Paulista
Parceria da CNM/CUT com IG Metall fortalece base metalúrgica no Brasil
Secretária de Formação da CNM/CUT, Maria do Amparo destacou a importância do projeto. “É uma grande satisfação iniciar essa segunda formação, que nasce cercada de expectativa. Começamos como piloto na Mercedes-Benz e a ideia é expandir para outras bases da confederação em todo Brasil”, afirmou, ao ressaltar o alcance da iniciativa.
Representante do IG Metall, Angélica Giménez Romo reforçou a parceria histórica entre as entidades. “Esse projeto é muito importante para nós. Temos uma longa trajetória de cooperação com a CNM/CUT e valorizamos muito o trabalho conjunto com as companheiras e os companheiros brasileiros”, disse, ao destacar o intercâmbio sindical.
Por fim, a dirigente da CNM destacou os objetivos da formação. “Ao longo desses dias, vamos compartilhar ferramentas e experiências para qualificar nossa atuação nas bases. Agradeço o compromisso de todas e todos em fortalecer nossa organização sindical”, concluiu, ao reforçar o papel da formação na luta coletiva.
Desafios e organização
Amparo também abordou o cenário atual enfrentado pela classe trabalhadora. “Vivemos uma crise global, com avanço da extrema direita e ataques a direitos. A experiência mostra que sindicatos com forte sindicalização têm mais capacidade de ação. Nosso principal poder é político”, destacou, ao enfatizar o papel da base organizada.
Ela reforçou a importância da ampliação da sindicalização. “Cada nova pessoa sindicalizada amplia a força do sindicato. É isso que nos conecta e fortalece para enfrentar o capital e o avanço conservador”, explicou a secretária de Formação, ao defender a construção coletiva como ferramenta essencial de resistência e mobilização.
Unidade e força coletiva
Angélica destacou a necessidade de organização diante da realidade global. “A globalização muitas vezes não respeita os direitos das pessoas. Para nos fortalecermos, é fundamental construir coletivamente entre trabalhadoras e trabalhadores, em todos os níveis”, afirmou.
Romo também comparou a realidade sindical na Alemanha. “Somos quase dois milhões de pessoas, mas também enfrentamos pressões. Só conseguimos avançar politicamente quando somos muitos, organizados e atuamos de forma coordenada”, disse, ao destacar a importância da unidade e da mobilização coletiva.
