34 anos CNM/CUT: uma Confederação que não para e segue organizando a luta
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT completa 34 anos reafirmando aquilo que sempre foi a sua principal marca: organização nacional, unidade da categoria e disposição permanente de luta
Publicado: 23 Março, 2026 - 21h24
Escrito por: Direção Executiva | Editado por: Érica Aragão
*Por Direção Executiva
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT completa 34 anos reafirmando aquilo que sempre foi a sua principal marca: organização nacional, unidade da categoria e disposição permanente de luta. Desde a sua fundação, em 23 de março de 1992, a CNM nasceu com a tarefa de representar e articular os sindicatos metalúrgicos em todo o país, fortalecendo a CUT e construindo uma atuação nacional capaz de enfrentar os desafios colocados à classe trabalhadora.
Os metalúrgicos foram a primeira categoria a se organizar enquanto ramo dentro da Central Única dos Trabalhadores, e essa decisão foi fundamental para que a categoria passasse a atuar de forma coordenada, com estratégia nacional, defendendo não apenas os interesses imediatos, mas também participando das grandes disputas da sociedade brasileira.
Ao longo dessas mais de três décadas, a CNM esteve presente nas principais lutas do povo brasileiro: na defesa da democracia, na construção de políticas públicas para a indústria, na luta por emprego, salário e direitos, na organização no local de trabalho e na participação ativa na vida política do país. Foi assim na campanha pelo Contrato Coletivo Nacional, na defesa do emprego e da indústria nacional, na resistência aos ataques aos direitos trabalhistas e também nos momentos em que foi preciso disputar rumos para o Brasil.
A história da CNM mostra que nenhuma conquista veio sem organização e sem participação política. Foi com mobilização, unidade e presença nos espaços de decisão que a classe trabalhadora conseguiu avançar. Recentemente, vimos novamente isso acontecer com a luta para garantir imposto zero para quem ganha até cinco mil reais, uma medida que só foi possível porque houve pressão social, atuação sindical e compromisso político com os trabalhadores.
Hoje, aos 34 anos, a CNM é uma Confederação ainda mais presente em todo o território nacional. Estamos nos grandes centros industriais, mas também nas regiões onde a indústria cresce, nos sindicatos de base, nas federações, nas redes sindicais e nos espaços de debate sobre o futuro do trabalho. A CNM não parou no tempo e não vai parar. Seguimos organizando, formando dirigentes, articulando campanhas e fortalecendo a unidade da categoria em todo o Brasil.
Neste momento, duas lutas expressam com clareza o papel da Confederação: a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6x1. Essas pautas dialogam diretamente com a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras e representam a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante das mudanças tecnológicas e produtivas.
As mobilizações realizadas no dia 20 de março, em diversas regiões do país, mostraram que essa não é uma luta isolada. Sindicatos, federações, movimentos sociais e a CUT estiveram juntos, nos quatro cantos do Brasil, pressionando o Congresso Nacional e afirmando que é possível trabalhar menos, viver melhor e garantir mais qualidade de vida para quem produz a riqueza deste país.
A experiência histórica da CNM ensina que um sindicato forte precisa participar da política, disputar ideias e ocupar espaços. Foi assim que conquistamos direitos no passado e será assim que vamos conquistar no futuro. Quando a classe trabalhadora se organiza, participa e luta, o Brasil avança.
Celebrar 34 anos da CNM/CUT não é olhar apenas para o que já foi feito. É reafirmar o compromisso com o que ainda precisa ser conquistado. Seguiremos construindo uma Confederação cada vez mais nacional, mais presente na base, mais combativa e mais preparada para enfrentar os desafios do nosso tempo.
Porque a CNM/CUT nasceu para organizar a luta dos metalúrgicos e continua, todos os dias, fazendo exatamente isso.
