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À TVT News, Loricardo cobra pressionar Senado pela redução da jornada e fim da 6x1

Semana nacional de mobilização ocorrerá entre 22 e 27 de junho para pressionar o Senado a votar proposta defendida pelos trabalhadores

Publicado: 15 Junho, 2026 - 16h01 | Última modificação: 15 Junho, 2026 - 16h15

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

TVT News (Reprodução)
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A expectativa é transformar a pauta em uma das principais bandeiras da classe trabalhadora no atual

A mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6x1 entra em uma nova etapa nas próximas semanas. Em entrevista ao TVT News Primeira Edição, o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Loricardo de Oliveira, afirmou que sindicatos e movimentos sociais de diversas categorias estão ampliando a pressão sobre o Senado Federal para garantir o avanço da proposta.

Segundo ele, a expectativa é transformar a pauta em uma das principais bandeiras da classe trabalhadora no atual cenário político.

Loricardo informou que lideranças sindicais estarão em Brasília para dialogar diretamente com senadores e representantes das bancadas partidárias. O objetivo é cobrar a tramitação da proposta que reduz a jornada de trabalho sem redução de trabalho e extingue a escala 6x1.

Além das reuniões, os dirigentes sindicais devem entregar documentos e abaixo-assinados construídos ao longo dos últimos meses. “Nós vamos nos encontrar com os senadores e os seus líderes para dizer que não dá mais para esperar”, declarou o preisdente, ao defender que a votação ocorra antes do recesso parlamentar.

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Pressão no Senado
Durante a entrevista, Loricardo demonstrou preocupação com a demora na tramitação da matéria no Senado. Na avaliação dele, a proposta aprovada na Câmara dos Deputados ainda não recebeu o mesmo tratamento dispensado a iniciativas apresentadas por setores que se opõem à redução da jornada.

Por isso, as entidades sindicais decidiram intensificar a mobilização nacional. O dirigente alertou que adiar a votação para depois do recesso pode comprometer o andamento do tema em razão do calendário político e eleitoral.

Como parte dessa estratégia, os trabalhadores lançaram uma Carta Nacional em defesa da redução da jornada sem redução salarial e do fim da escala 6x1. O documento também convoca uma semana nacional de mobilização entre os dias 22 e 27 de junho.

A programação prevê atividades em diferentes regiões do país, além de assembleias e debates nos locais de trabalho. Entre as metalúrgicas e metalúrgicos da CUT, o dia 24 de junho deverá concentrar ações nas portas de fábricas para ampliar o engajamento da categoria e reforçar o apoio à proposta.

Apoio e contraponto
Loricardo destacou ainda a importância do posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da pauta. Para ele, a manifestação pública do chefe do Executivo fortaleceu o debate e ampliou a visibilidade da reivindicação junto à sociedade.

“A posição do presidente Lula de sair em defesa dessa jornada de trabalho, da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 foi estrategicamente importantíssima para nós”, afirmou. Segundo o dirigente, a mobilização popular continua sendo decisiva para a conquista de novos direitos.

O sindicalista também comentou a reação de setores empresariais contrários à proposta. De acordo com Loricardo, entidades representativas dos trabalhadores elaboraram uma carta em resposta aos argumentos apresentados pelo empresariado. “Eles esquecem que esse Brasil que acorda cedo é também o Brasil que trabalha”, afirmou.

O presidente da CNM/CUT sustentou que a discussão precisa levar em conta não apenas o tempo dedicado ao trabalho, mas também as horas gastas diariamente nos deslocamentos, especialmente nos grandes centros urbanos.

Conquista histórica
Para Loricardo, a redução da jornada representa uma conquista histórica para milhões de brasileiros. Ele argumentou que a medida poderá garantir mais qualidade de vida, ampliar o tempo de convivência familiar e reduzir o desgaste provocado pelas longas jornadas e pelos deslocamentos diários.

“Nós somos quem acorda cedo para trabalhar e quem chega tarde em casa do serviço”, disse. Segundo ele, a pauta transcende interesses de categorias específicas e beneficia toda a classe trabalhadora brasileira.

Por fim, Loricardo demonstrou confiança no resultado da mobilização nacional e afirmou acreditar que a pressão popular será determinante para a aprovação da proposta.

O dirigente reforçou que as trabalhadoras e os trabalhadores permanecerão organizados até que a matéria avance no Congresso Nacional. “A luta é a luta do povo brasileiro, uma conquista histórica”, encerrou.