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CNM/CUT aprofunda análise de conjuntura e define agenda de mobilização

Encontro híbrido, na sede da CUT em São Paulo, consolida estratégias nacionais para fortalecer a organização sindical e ampliar a luta da categoria metalúrgica

Publicado: 09 Abril, 2026 - 19h38 | Última modificação: 09 Abril, 2026 - 19h41

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Cadu Bazilevski
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O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, destacou a importância do Conselho Diretivo

O segundo dia da reunião do Conselho Diretivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) foi marcado por uma análise aprofundada da conjuntura política e econômica, além da definição de encaminhamentos estratégicos para o fortalecimento da organização sindical em todo o país.

Realizado de forma híbrida na sede da Central Única dos Trabalhadores, em São Paulo, o encontro reúne dirigentes de diversas regiões, consolidando um espaço nacional de articulação política, troca de experiências e construção coletiva de estratégias em defesa das trabalhadoras e trabalhadores da indústria.

Ao longo do dia, os debates abordaram o cenário econômico, os desafios da indústria nacional e a necessidade de ampliar a presença do movimento sindical nos locais de trabalho. Também foram discutidas ações concretas para a luta contra o feminicídio e a misoginia e para fortalecer sindicatos e federações em estados estratégicos, com destaque para iniciativas em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia e na região Nordeste, reforçando o papel da CNM/CUT na organização e sustentação das entidades de base.

O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, destacou a importância do Conselho Diretivo como espaço de direção política e alinhamento nacional. “Estamos diante de um cenário desafiador, que exige unidade, organização e capacidade de ação. Este encontro é fundamental para consolidar nossa estratégia e garantir que ela chegue com força nos estados e nas bases”, afirmou.

O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Almeida, o Renatinho, enfatizou a necessidade de transformar as definições políticas em ações concretas. “Nosso desafio é fazer com que cada decisão aqui tomada se traduza em organização real nos locais de trabalho. É na base que construímos força para enfrentar os desafios e avançar nas conquistas da categoria”, ressaltou.

Temas estruturais
O encontro também contou com um momento de reflexão e aprofundamento sobre temas estruturais que atravessam a organização da classe trabalhadora. A participação da militante feminista Deise Recoaro contribuiu para ampliar o debate sobre as múltiplas formas de opressão presentes na sociedade e no mundo do trabalho. “A violência e a desigualdade não são fenômenos isolados, fazem parte de um sistema que combina exploração econômica com desigualdades de gênero, raça e classe. Enfrentar isso exige ação coletiva e compromisso político do movimento sindical”, destacou.

A secretária de Mulheres da CNM/CUT, Maria de Jesus, reforçou a importância de incorporar essas pautas de forma permanente na atuação sindical. “É fundamental que o movimento sindical assuma essas discussões como parte da sua estratégia política, fortalecendo a luta por igualdade e enfrentando todas as formas de violência também dentro dos locais de trabalho”, afirmou.

A reunião também reforçou a centralidade de pautas estruturais para o ramo metalúrgico, como a defesa do emprego, da renda e da indústria nacional, além da necessidade de avançar em agendas como a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o enfrentamento à precarização.

Outro ponto destacado foi a importância de ampliar a formação sindical e qualificar dirigentes para atuar em temas estratégicos, como política industrial e participação em espaços institucionais de debate, incluindo grupos de trabalho junto ao governo federal.

“Saímos deste encontro mais fortalecidos, com unidade política e com clareza dos desafios que temos pela frente. O momento exige de nós organização, presença na base e capacidade de mobilização. A CNM/CUT seguirá cumprindo seu papel de articular nacionalmente a luta da categoria, defender a indústria, os empregos e os direitos, e construir, junto com os trabalhadores e trabalhadoras, um projeto de país mais justo e desenvolvido”, finalizou Loricardo.