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CNM/CUT articula pressão pelo fim da escala 6x1 e redução de jornada em Brasília

Delegações de sindicatos e federação de cinco estados integram ação no Congresso Nacional para negociar com parlamentares e ministros a redução da jornada sem redução salarial

Publicado: 23 Fevereiro, 2026 - 22h12

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

CNM/CUT
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CNM/CUT estará em Brasília para dialogar com parlamentares e ministros sobre o fim da escala 6x1

Nos próximos dias (24 e 25 de fevereiro), uma força-tarefa organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) estará em Brasília (DF) para dialogar com parlamentares e ministros sobre o fim da escala 6x1 e redução salarial sem redução de salários. Delegações do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará participam da mobilização, que também conta com a Federação dos Metalúrgicos do Nordeste.

A iniciativa reforça uma bandeira histórica do movimento sindical e soma esforços com os Comerciários do DF na defesa da redução da jornada sem corte salarial. A Confederação leva ao Congresso argumentos baseados na realidade do mundo do trabalho e nas mudanças produtivas em curso, buscando sensibilizar lideranças políticas para um novo pacto social que valorize tempo de vida e direitos.

Para o presidente da entidade, Loricardo de Oliveira, o país vive um momento decisivo. “O Brasil está diante de uma escolha histórica, manter um modelo baseado na intensificação do trabalho e na compressão do tempo de vida ou avançar para um padrão de desenvolvimento que combine crescimento econômico, justiça social e bem-estar”. Segundo ele, se trata de uma agenda econômica, social e civilizatória alinhada às demandas da classe trabalhadora.

Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, entende que o fim da escala 6x1 é um divisor de águas para quem vive do trabalho. “Com essa mudança, os trabalhadores vão poder aproveitar mais a família, descansar de verdade e ainda ter uma qualidade de vida melhor. Menos estresse, mais tempo com quem se ama e mais saúde no longo prazo. É um ganho gigante para quem precisa conciliar trabalho e vida pessoal”, defendeu.

O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos, o Renatinho, destacou que a presença da Confederação na capital federal reafirma a importância de ocupar os espaços de poder. “Não basta denunciar as injustiças, é preciso estar onde as decisões são tomadas. Dialogar com quem faz a política em Brasília é fundamental para transformar as reivindicações da classe trabalhadora em projetos concretos e mudanças na legislação brasileira”, afirmou.

Segundo Renatinho, a entidade tem intensificado a articulação com parlamentares e ministros para construir uma base de apoio à pauta. “A CNM/CUT tem dialogado com diferentes bancadas e com representantes do governo para apresentar dados, experiências e propostas. É dessa forma, com mobilização e incidência institucional, que vamos avançar na redução da jornada e no fim da escala 6x1, garantindo direitos e mais qualidade de vida”, encerrou.