CNM/CUT convoca pressão permanente pelo fim da escala 6x1
Entidade orienta sindicatos a ampliar a mobilização e cobrar do Senado a votação da redução da jornada sem corte de salários
Publicado: 05 Setembro, 2026 - 15h08
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A aprovação do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado abriu caminho para uma conquista histórica. Mas a votação no Plenário foi adiada, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) convoca os sindicatos a manterem a categoria mobilizada em todo o país.
A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal, sem redução de salários, e assegura também dois dias de descanso. Para virar realidade, o texto ainda precisa ser aprovado em dois turnos no Plenário do Senado, com ao menos 49 votos favoráveis.
Reportagens divulgadas amplamente pela imprensa corporativa apontaram que Flávio Bolsonaro e senadores ligados à extrema direita já atuaram pelo adiamento. Líder da oposição e coordenador de sua campanha à Presidência da República, Rogério Marinho defendeu que a análise da proposta ocorresse somente depois das eleições.
“Não mudamos nossa posição. Defendemos que essa votação precisa acontecer sem a contaminação do processo eleitoral”, afirmou Marinho, antes da análise na CCJ. Na comissão, ele esteve entre os parlamentares que se manifestaram em bloco contra o texto.
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, adiar a decisão significa adiar um direito da classe trabalhadora brasileira. A entidade defende que toda a sociedade saiba quem apoia a redução da jornada e quem trabalha para barrar ou atrasar a conquista.
“O voto tem que ser no Plenário. Chegou a hora de uma grande vitória para a classe trabalhadora”, destacou Loricardo. Segundo ele, o movimento sindical deve cobrar uma posição clara de cada senador e ampliar os debates nas bases. A pressão seguirá em todo país nas bases da CNM/CUT.
Pressão dos metalúrgicos pelo Brasil
A orientação da CNM/CUT é que sindicatos e federações levem o tema às fábricas, promovam assembleias e publiquem materiais em seus boletins e redes digitais. A pressão deve chegar aos senadores de cada estado com uma mensagem direta e bem firme: “Vota, Senado!”.
A mobilização ainda deve ajudar as trabalhadoras e os trabalhadores a identificar quem está comprometido com seus direitos e seu futuro. “Quem não tem compromisso com os trabalhadores não merece receber o voto da classe trabalhadora”, ressaltou Loricardo.
A CNM/CUT reforça que a redução da jornada sem corte de salários representa mais saúde, descanso e tempo para a família. A medida também enfrenta uma escala que adoece e impõe a milhões de pessoas apenas um dia semanal para descanso e lazer.
Loricardo conclama a categoria a participar de atos, compartilhar informações e pressionar o Senado pela votação imediata. “O momento exige unidade e mobilização para transformar o avanço conquistado na CCJ em direito garantido para o Brasil”, defende Loricardo.
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