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CNM/CUT debate futuro da indústria e integração na Argentina

Maicon Michel discutiu com sindicatos os efeitos da política econômica sobre a indústria, os empregos e a autonomia sindical na região

Publicado: 01 Outubro, 2026 - 15h42 | Última modificação: 01 Outubro, 2026 - 20h11

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
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A defesa da indústria, dos empregos e da autonomia sindical pautou duas agendas na Argentina

A defesa da indústria, dos empregos e da autonomia sindical pautou duas agendas realizadas na Argentina, no último dia 24, com a participação de Maicon Michel, secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT e vice-presidente da IndustriALL para a América Latina e Caribe.

O dirigente se reuniu com representantes de entidades filiadas à IndustriALL para discutir a situação econômica argentina, os investimentos e as perspectivas para a integração produtiva regional. Também participou de uma atividade sobre direitos coletivos e desenvolvimento.

Entre os temas discutidos estiveram os efeitos das medidas adotadas pelo governo de Javier Milei sobre setores importantes da economia argentina. Calçados, mineração, energia e borracha estão entre os segmentos que enfrentam impactos da atual política econômica.

“Analisamos os investimentos, o futuro da indústria argentina e as perspectivas de integração produtiva. Se trata de uma pauta ligada à soberania e aos efeitos de políticas econômicas sobre setores estratégicos para a geração de emprego e renda”, afirmou Maicon.

Autonomia sindical
A intervenção judicial na Unión Obrera Metalúrgica (UOM) também esteve no centro das discussões. Em maio, a Justiça argentina anulou a eleição da seccional Campana e, como consequência, a eleição nacional que havia reconduzido Abel Furlán à direção da entidade.

A decisão afastou a direção eleita e determinou uma intervenção por 180 dias para a realização de novas eleições. O episódio provocou reação de organizações sindicais, que apontam riscos à liberdade de organização dos trabalhadores e à capacidade de negociação coletiva.

“O caso da UOM exige atenção. Falamos de uma entidade estratégica, com forte presença na indústria. Várias organizações sindicais pelo mundo, inclusive a IndustriALL Global Union, vêm manifestando desde maio total repúdio à ação da Justiça”, destacou Maicon.

Segundo o dirigente, a mobilização internacional ocorre porque a decisão ultrapassa uma disputa interna da entidade e alcança princípios fundamentais da organização dos trabalhadores. A preocupação envolve a preservação da independência dos sindicatos diante de interferências externas.

Articulação regional
Na sequência da agenda, Maicon acompanhou, em Buenos Aires, a aula aberta “Emergência econômica, direitos coletivos e desenvolvimento”. A atividade foi promovida pela Confederação Latino-Americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais (CLATE) e pela Associação Latino-Americana de Advogados e Advogadas Laboralistas (ALAL).

O encontro teve apoio da ACTRAV, área da Organização Internacional do Trabalho (OIT) dedicada às organizações de trabalhadores, e reuniu lideranças da Argentina e do Chile. Maicon participou das discussões na condição de vice-presidente regional da IndustriALL.

Para o dirigente, a articulação entre entidades de diferentes países ganha importância diante de desafios econômicos e políticos que atingem os trabalhadores da região e setores industriais responsáveis pela geração de empregos e pelo desenvolvimento das economias latino-americanas.

“É fundamental estreitar laços entre sindicatos e construir respostas conjuntas para defender direitos, empregos e o desenvolvimento de uma indústria forte”, ressaltou Maicon.

*Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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