CNM/CUT decide potencializar pressão por redução da jornada sem redução de salário
Reunião com deputado Carlos Veras debate avanço da PEC pelo fim da escala 6x1 e desafios do setor naval no país
Publicado: 19 Maio, 2026 - 14h56 | Última modificação: 20 Maio, 2026 - 12h01
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A direção executiva da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) reforçou a pressão pela redução da jornada sem corte salarial e o fim da escala 6x1, em reunião com o deputado federal Carlos Veras, de Pernambuco, na manhã desta terça-feira (19). O encontro também abordou a necessidade de ampliar a mobilização sindical e fortalecer a atuação política em Brasília e nos estados.
O parlamentar detalhou o andamento da proposta no Congresso e defendeu maior pressão social para garantir sua aprovação. “A PEC da redução da jornada está avançando e precisa de mobilização permanente para consolidar o fim da escala 6x1”, afirmou Veras, ao destacar que a organização da classe trabalhadora será determinante para o desfecho da pauta no Legislativo.
O pernambucano também ressaltou a atuação do governo Lula para acelerar a tramitação da proposta e abrir espaço na agenda política. “Há um esforço para destravar a pauta e garantir que essa discussão avance ainda neste período legislativo”, disse, ao reforçar a importância do engajamento das entidades sindicais nas mobilizações e nos debates públicos.
O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, destacou o histórico de atuação da entidade na defesa da redução da jornada e cobrou mais articulação política. “A CNM/CUT sempre esteve na linha de frente dessa luta e precisamos ampliar nossa participação nas audiências e mobilizações pelo país”, afirmou, ao defender maior presença nos espaços de decisão.
Loricardo também enfatizou a necessidade de avançar em pautas estratégicas para a indústria nacional. “É fundamental intensificar a pressão na frente parlamentar, especialmente nas pautas do setor naval e nas licitações com financiamento público sem conteúdo local”, disse, ao apontar a importância de políticas que garantam desenvolvimento e empregos em todo o país.
Articulação sindical
O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos, o Renatinho, reforçou a centralidade da mobilização para o avanço das pautas prioritárias da classe trabalhadora. “Estamos num momento decisivo, com pautas estratégicas em jogo, e isso exige unidade, participação e mobilização permanente da nossa direção e da base”, afirmou, ao defender maior engajamento coletivo.
Renatinho destacou a importância de ampliar a presença nas ações em Brasília. “Precisamos fortalecer nossa atuação nas audiências e mobilizações para pressionar pela aprovação da PEC e garantir avanços concretos para a classe trabalhadora”, disse, ao reforçar a necessidade de organização e presença política constante.
Próximos passos
A reunião definiu como prioridade ampliar a presença da CNM/CUT em audiências públicas, jornadas de debates e mobilizações em Brasília e nos estados. Também foram encaminhadas ações de comunicação, formação sindical e organização de seminários regionais para fortalecer a luta pela redução da jornada e o fim da escala 6x1 no país.
A direção avaliou que o próximo período será decisivo para consolidar avanços nas pautas trabalhistas e industriais. “A estratégia passa por intensificar a articulação entre sindicatos, parlamentares e governo federal, buscando garantir conquistas concretas para trabalhadoras e trabalhadores em todo o Brasil”, concluiu Loricardo.
Setor naval
O setor naval, com destaque para Pernambuco, também esteve no centro do debate. Carlos Veras relatou dificuldades para retomada da indústria e geração de empregos. “Estamos dialogando com o governo federal para garantir investimentos e reativar a indústria naval, que é fundamental para o desenvolvimento regional”, afirmou, ao citar tratativas com autoridades federais.
A diretoria da CNM/CUT defendeu maior articulação para assegurar conteúdo local nas contratações e ampliar o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social no financiamento. A entidade também apontou a necessidade de mobilização política para pressionar por medidas concretas que garantam a retomada do setor e a geração de empregos de qualidade.
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