MENU

CNM/CUT lança carta nacional e convoca trabalhadores à luta pelo fim da escala 6x1

A divulgação da carta integra a mobilização nacional da CNM/CUT para levar o debate à base e aumentar a pressão sobre os senadores

Publicado: 09 Setembro, 2026 - 18h13 | Última modificação: 09 Setembro, 2026 - 18h20

Escrito por: Érica Aragão

Reprodução
notice
Essa conquista somente será possível com organização, mobilização e pressão popular

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) divulgou uma carta nacional em defesa do fim da escala 6x1, da redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução dos salários, e da votação imediata da proposta no Plenário do Senado.

O documento está sendo encaminhado às federações e aos sindicatos filiados de todo o país para ampliar o diálogo com os trabalhadores e as trabalhadoras nas fábricas e nos locais de trabalho. A orientação da Confederação é que o conteúdo seja reproduzido em boletins, jornais e outros materiais impressos distribuídos diretamente à categoria.

Com o chamado “Quem trabalha não pode esperar”, a carta alerta que, apesar da aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a luta ainda não terminou. Para virar realidade, a medida precisa ser aprovada em dois turnos no Plenário, com pelo menos 49 votos favoráveis.

CNM/CUT denuncia tentativa de impedir a votação
No documento, a Confederação denuncia a articulação realizada para esvaziar o Plenário do Senado no dia 2 de setembro e adiar a votação. Segundo a carta, a movimentação foi liderada pelos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. Marinho também votou contra a proposta durante sua análise na CCJ.

“Na prática, eles atuam para manter a jornada de 44 horas semanais e impedir o fim da escala 6x1. Ou seja: eles querem que você trabalhe mais”, afirma o posicionamento da CNM/CUT.

A entidade destaca que milhões de brasileiros ainda trabalham durante seis dias e têm apenas um para descansar, cuidar da saúde e conviver com a família. Para a Confederação, novos adiamentos significam prolongar uma realidade marcada por jornadas exaustivas, cansaço e adoecimento.

Pressão precisa chegar às fábricas e ao Senado
A divulgação da carta integra a mobilização nacional da CNM/CUT para levar o debate à base e aumentar a pressão sobre os senadores. A Confederação chama os trabalhadores e as trabalhadoras a participarem das assembleias organizadas pelos sindicatos, compartilharem informações nas redes sociais e cobrarem uma posição dos parlamentares de seus estados.

A orientação às entidades filiadas é intensificar a distribuição do conteúdo nos locais de trabalho, promovendo um diálogo direto sobre o que está em jogo e mostrando quem apoia os direitos da classe trabalhadora e quem atua para impedir essa conquista.

A CNM/CUT também ressalta que os posicionamentos dos parlamentares precisam ser considerados pela população nas eleições. Para a entidade, quem vira as costas aos trabalhadores durante as votações não pode aparecer posteriormente pedindo apoio e fingindo estar ao lado do povo.

Trabalhar menos para viver melhor
A proposta defendida pela CNM/CUT reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso por semana.

Mais do que uma mudança na legislação, o fim da escala 6x1 representa mais tempo para cuidar da saúde, conviver com a família, descansar, estudar e participar da vida social. É o direito de viver para além do trabalho.

A Confederação reforça que essa conquista somente será possível com organização, mobilização e pressão popular. Foi a luta da classe trabalhadora que fez a proposta avançar até aqui e será essa mesma força que poderá garantir sua aprovação definitiva.

A mensagem da CNM/CUT é firme:
Redução da jornada sem redução dos salários!
Fim da escala 6x1!
Votação imediata no Plenário do Senado!

Para acessar a íntegra do documento, clique aqui.

Leia também
DIEESE retrata avanços e desafios do Brasil em 30 anos
CNM/CUT convoca pressão permanente pelo fim da escala 6x1
Fontes oficiais ajudam eleitor a escolher candidatos
Voto proporcional define eleição de deputados em 2026
Depois da CCJ, CNM/CUT convoca pressão pelo fim da escala 6x1