CNM/CUT manifesta solidariedade aos grevistas da GV do Brasil
Confederação apoia paralisação de cerca de mil metalúrgicos em Pindamonhangaba e cobra aumento real de salários e valorização da PLR
Publicado: 20 Outubro, 2026 - 17h33
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) manifesta solidariedade aos cerca de mil trabalhadoras e trabalhadores da siderúrgica GV do Brasil, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, que iniciaram greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (20).
A paralisação foi aprovada por ampla maioria em assembleia realizada na fábrica, após os trabalhadores rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela empresa. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Moreira César e Roseira, a oferta previa apenas a reposição da inflação, sem aumento real.
Além da recomposição salarial, os metalúrgicos reivindicam melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Após a assembleia, os funcionários interromperam as atividades, mantendo apenas as equipes responsáveis pelos serviços essenciais de segurança.
Valorização do trabalho
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, a mobilização evidencia a necessidade de distribuir os resultados do crescimento da empresa entre os trabalhadores. “A entidade defende que os ganhos de produtividade sejam acompanhados de valorização salarial e melhores condições de remuneração”, disse.
A GV do Brasil pertence ao grupo mexicano Simec e passou recentemente por uma ampliação de sua estrutura produtiva, com a abertura de um novo setor de laminação. O investimento é um dos argumentos apresentados pelo sindicato para reivindicar uma proposta mais favorável à categoria.
Os metalúrgicos de Pindamonhangaba também questionam a ausência de avanços nas negociações. O Sindmetal-Pinda sustenta que o ritmo de produção e os investimentos realizados pela siderúrgica justificam o atendimento das reivindicações dos funcionários.
Apoio à mobilização
A CNM/CUT reafirma seu apoio à atuação do sindicato na organização da greve e destaca a importância da negociação coletiva para a conquista de melhores salários. A Confederação também defendeu o direito constitucional de greve como instrumento legítimo de reivindicação.
A entidade cobrou da direção da GV do Brasil a retomada das negociações e a apresentação de uma proposta que contemple aumento real dos salários e melhorias na PLR. Para a Confederação, o reconhecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores deve acompanhar os resultados da atividade industrial.
Leia também
Quem faltou ao 1º turno pode votar no 2º e deve justificar ausência
Congresso promulga fim da escala 6x1 com presença de Lula
Fim da escala 6x1: “Vitória dos trabalhadores”, celebra Loricardo
Metalúrgicos de PE avançam em acordo após decretarem greve
No Chile, CNM/CUT defende negociação coletiva e igualdade
