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CNM/CUT participa da construção de propostas para energia

Confederação contribuiu com documento entregue à coordenação do plano de governo de Lula, com medidas para energia, água, indústria e direitos

Publicado: 26 Setembro, 2026 - 23h42

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
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A iniciativa apresenta dez eixos para mudanças nas políticas de energia e água do país

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou da construção de propostas para a política energética nacional entregues nesta quinta-feira (24), em Brasília, à coordenação do plano de governo da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

As propostas integram o documento “Propostas para Política Energética Nacional – Brasil para os brasileiros”, elaborado pela Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia. O material reúne contribuições de trabalhadores, especialistas e organizações de diferentes setores.

A iniciativa apresenta dez eixos para mudanças nas políticas de energia e água do país. As propostas estão organizadas em cinco blocos temáticos e abordam soberania nacional, fortalecimento das empresas públicas, transição energética, reindustrialização e proteção de direitos.

“A participação da CNM/CUT na construção reforça a defesa de uma política energética articulada ao desenvolvimento da indústria nacional, à geração de empregos de qualidade e ao avanço tecnológico, com valorização do trabalho e distribuição das riquezas produzidas no país”, declarou o presidente da entidade, Loricardo de Oliveira.

Soberania e indústria
Entre as propostas estão o fortalecimento das empresas públicas e a defesa do controle de preços e tarifas pelo Estado. O documento também relaciona a transição energética justa à reindustrialização do Brasil e ao desenvolvimento de ciência, tecnologia e capacidade produtiva nacional.

A Plataforma defende ainda a proteção dos direitos dos trabalhadores e dos consumidores de energia e água, além das populações atingidas por grandes empreendimentos. A sustentabilidade ambiental e a prevenção aos efeitos de eventos climáticos extremos também integram as propostas.

O documento rejeita a privatização e a mercantilização de florestas e fontes hídricas e defende que o Estado tenha papel central na condução da transição energética. A proposta busca conciliar desenvolvimento econômico, soberania, proteção ambiental e justiça social.

Outra medida apresentada é a criação de um fundo financiado pela taxação dos lucros extraordinários das empresas de petróleo e gás. Os recursos seriam destinados à descarbonização da economia, à adaptação às mudanças climáticas e a ações de reparação social.

Propostas para 2026
O documento foi entregue ao economista José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador-geral do programa de governo da campanha de reeleição do presidente Lula. Gabrielli destacou a contribuição das organizações envolvidas na elaboração das propostas.

“Acabei de receber a proposta da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia, que traz grandes contribuições e uma percepção dos problemas do ponto de vista dos trabalhadores e do povo brasileiro”, afirmou.

O economista também sinalizou que as propostas serão analisadas pela coordenação responsável pela elaboração do programa. “Vamos incluir e estudar a possibilidade de utilizar essas contribuições no programa de governo do presidente Lula”, destacou.

A entrega reuniu cerca de 15 dirigentes nacionais de entidades e movimentos que compõem a Plataforma. Também participaram organizações dos setores de petróleo, energia, saneamento, engenharia, educação, movimentos populares e representantes de populações atingidas por barragens.

A construção defende que água, energia, petróleo e demais riquezas naturais estejam a serviço do desenvolvimento nacional e da população. As propostas também apontam para políticas capazes de ampliar investimentos, distribuir riqueza e enfrentar a pobreza energética no país.

*Com informações do Movimento dos Atingidos por Barragens

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