CNM/CUT participa de atividade dos Metalúrgicos do ABC com ministro Marinho e Moisés
Plenária no ABC reforça papel da classe trabalhadora na democracia, no desenvolvimento social e na soberania nacional
Publicado: 26 Janeiro, 2026 - 11h16 | Última modificação: 26 Janeiro, 2026 - 13h07
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A plenária “O futuro do Brasil passa pelo trabalho”, realizada na manhã de sábado (24), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), reuniu lideranças políticas e sindicais para debater os desafios e as perspectivas do mundo do trabalho e do desenvolvimento nacional. O encontro contou com a participação do ministro do Trabalho e Emprego do governo Lula, Luiz Marinho, e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.
Também estiveram presentes a secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, Kelly Galhardo, e o secretário geral da entidade, Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, o secretário de Finanças, Tiago Almeida, e a secretária de formação, Maria do Amparo Travassos Ramos, reforçando o peso institucional da confederação no debate e na articulação nacional em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores metalúrgicos de todo o país.
A CNM/CUT entende que os avanços conquistados nos últimos anos só foram possíveis porque o trabalho voltou a ocupar lugar central no debate nacional. “O futuro do Brasil passa pelo trabalho e pela organização da classe trabalhadora”, afirmou Kelly, ao defender a unidade, mobilização e fortalecimento dos sindicatos diante dos desafios que se apresentam na atual conjuntura política.
Renatinho alertou que 2026 será um ano decisivo para a classe trabalhadora e para o país. “Sem trabalho valorizado não há democracia forte nem soberania nacional”, destacou o dirigente, reforçando a defesa da Previdência Social, do trabalho decente e de um projeto de desenvolvimento com justiça social para todos os brasileiros.
Nesse contexto, o debate também apontou para a necessidade de políticas públicas que assegurem condições concretas de vida para quem vive do trabalho.
Anfitrião do evento, o presidente do SMABC, Moisés Selerges, enfatizou o papel da base organizada na construção de um Brasil mais justo. Segundo ele, a plenária foi um espaço fundamental de diálogo entre trabalhadoras, trabalhadores, lideranças sindicais, políticas e sociais. “O futuro do Brasil se constrói com trabalho, luta e participação”, declarou.
Moisés ressaltou a importância da reindustrialização e da valorização de quem vive do próprio trabalho. “Seguimos firmes, com a base organizada, acreditando no trabalho como motor de um Brasil mais justo e soberano”, declarou, destacando o legado histórico do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na defesa da democracia e dos direitos trabalhistas.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o simbolismo do encontro e a força da militância sindical. Ele relembrou sua trajetória junto ao movimento dos metalúrgicos e o papel do SMABC nas grandes transformações políticas e sociais do país. “Esta manhã tivemos uma linda e emocionante plenária com nosso grupo de apoio”, afirmou, ao reconhecer a importância da unidade e da organização popular.
Organização, direitos e participação
Para o secretário de Finanças da CNM/CUT, Tiago Almeida, a reconstrução do país exige políticas públicas que garantam emprego, renda e direitos. “Não existe desenvolvimento sustentável sem investimento no trabalho e sem valorização de quem produz a riqueza do país. Defender o trabalho é defender o futuro do Brasil”, afirmou.
Além das medidas econômicas e institucionais, o encontro também ressaltou que a transformação social passa pela formação política e pela organização coletiva.
A secretária de Formação da CNM/CUT, Maria do Amparo Travassos Ramos, destacou a importância da consciência política e da organização da classe trabalhadora. “Este tipo de atividade sindical é fundamental para que trabalhadoras e trabalhadores compreendam seu papel histórico na defesa da democracia, dos direitos e da soberania nacional”, ressaltou.
Na mesma linha, a plenária evidenciou o papel dos sindicatos na articulação entre base, lideranças e sociedade, reforçando a centralidade da organização coletiva para os desafios do país.
Ao encerrar o encontro, as falas convergiram para a necessidade de manter o trabalho no centro do projeto nacional. A plenária reforçou que somente com organização, participação e valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores será possível enfrentar os desafios de 2026 e construir um futuro com desenvolvimento, democracia e justiça social.
