MENU

CNM/CUT participa do lançamento da Campanha Salarial 2026 da FEM-CUT/SP

Mobilização em Sorocaba defende redução da jornada, fim da escala 6x1 e mais qualidade de vida

Publicado: 28 Maio, 2026 - 15h47

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Dino Santos
notice
“A campanha salarial precisa ser construída com unidade, organização e mobilização”

A direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou nesta quarta feira (27), em Sorocaba, do lançamento da Campanha Salarial 2026 da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM CUT/SP). O ato reuniu dirigentes sindicais, trabalhadores e trabalhadoras de várias regiões do estado em defesa da redução da jornada sem corte nos salários.

Realizada na Avenida Independência, no bairro do Éden, a mobilização ocorreu em meio ao debate nacional sobre a proposta que prevê jornada semanal de 40 horas e o fim da escala 6x1. Durante a atividade, dirigentes sindicais defenderam mais qualidade de vida, valorização salarial e ampliação de direitos para trabalhadores e trabalhadoras da categoria metalúrgica.

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, afirmou que a luta pela redução da jornada acompanha as mudanças no mundo do trabalho e precisa garantir mais tempo de vida para trabalhadores e trabalhadoras, além de melhores condições de saúde, convivência familiar e descanso.

“O trabalhador e a trabalhadora não podem continuar pagando a conta enquanto as empresas aumentam seus lucros e produtividade. Nós queremos avançar na redução da jornada sem redução de salários e acabar com escalas que sacrificam a vida da classe trabalhadora. As pessoas precisam de mais tempo para viver”, afirmou.

Segundo Renatinho, a categoria já contribuiu com os processos de reestruturação produtiva das empresas e agora reivindica participação nos ganhos acumulados pelo setor industrial nos últimos anos. O dirigente também afirmou que a redução da jornada não pode ser usada como justificativa para retirada de direitos ou redução salarial.

“Os trabalhadores e trabalhadoras já deram a sua contribuição durante os processos de reestruturação das empresas e agora é hora de compartilhar os ganhos de produtividade com quem produz a riqueza deste país. Não aceitaremos retirada de direitos nem que a redução da jornada seja usada como desculpa para reduzir salários”, destacou.

Campanha salarial
A mobilização em Sorocaba também marcou o início das articulações da Campanha Salarial 2026 dos metalúrgicos da CUT no estado de São Paulo. Além da defesa da redução da jornada, a pauta da campanha inclui reposição integral da inflação, aumento real nos salários e manutenção das Convenções Coletivas de Trabalho da categoria.

Para o secretário-geral da CNM/CUT, o fortalecimento da campanha salarial depende da organização dos trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho e da unidade do movimento sindical. Segundo Renatinho, a mobilização será fundamental para ampliar conquistas e garantir avanços nas negociações com o setor patronal.

“A campanha salarial precisa ser construída com unidade, organização e mobilização em cada local de trabalho. Tenho certeza de que vamos conquistar avanços importantes para a categoria e fortalecer ainda mais a luta da classe trabalhadora por dignidade, valorização e melhores condições de vida”, disse.

*Com informações da FEM-CUT/SP