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CNM/CUT reforça pressão pelo fim da escala 6x1 em ato na Paulista

Metalúrgicas e metalúrgicos participaram do Dia Nacional de Mobilização e cobraram do Senado a votação da proposta que reduz a jornada de trabalho sem corte salarial e o fim da escala 6x1

Publicado: 01 Julho, 2026 - 09h36

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Cadu Bazilevski
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Povo na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6x1

Dirigentes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participaram, na noite desta terça-feira (30), do ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, durante o Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6x1. A manifestação reuniu centrais sindicais, movimentos populares e trabalhadores de diversas categorias para pressionar o Senado Federal a avançar com a proposta.

O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, contou que metalúrgicos de todo país foram às ruas neste dia, e também afirmou que o momento é decisivo para fortalecer a mobilização em defesa da pauta. “Estamos aqui na Paulista, nesse Dia Nacional de Mobilização, pela redução da jornada de trabalho sem redução do salário e o fim da escala 6x1. Hoje é dia de pressionar para que o presidente do Senado coloque a PEC em tramitação”, declarou o dirigente.

Renatinho lembrou que a discussão ganha ainda mais relevância com a realização de uma audiência temática no Senado, que vai acontecer nesta quarta-feira, dia 1. Segundo ele, a participação dos trabalhadores é fundamental para convencer os parlamentares a avançarem com a proposta. “Precisamos pressionar os senadores de todos os estados e o presidente Davi Alcolumbre para que possamos sair vitoriosos nessa nossa pauta. Essa é uma luta que interessa a toda a classe trabalhadora”, afirmou.

União dos trabalhadores
O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP), Erick Silva, destacou que a mobilização pela redução de jornada sem redução salarial vai além da categoria metalúrgica e reúne diferentes setores em torno de uma reivindicação histórica. Para o dirigente, a redução da jornada representa mais qualidade de vida, melhores condições de trabalho e um novo modelo de organização das relações trabalhistas no país.

“Estamos aqui no vão do Masp, neste 30 de junho, lutando pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução de salário para todas as trabalhadoras e trabalhadores do Brasil. É uma luta da CNM/CUT, da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, de todos os ramos da CUT e de todas as centrais sindicais”, ressaltou Erick.

Sobre o ato nacional
As manifestações ocorreram simultaneamente em diversas capitais brasileiras e integram uma estratégia nacional para ampliar a pressão sobre o Congresso Nacional. Além dos atos de rua, as entidades sindicais incentivam as trabalhadoras e os trabalhadores a cobrarem diretamente os senadores por meio de canais de participação popular, reforçando que a aprovação da proposta dependerá da mobilização permanente da sociedade e do compromisso do Parlamento com a pauta.