CNM/CUT repudia agressão dos EUA à Venezuela e manifesta solidariedade ao seu povo
Confederação denuncia violação da soberania nacional e do direito internacional, critica a escalada militar na região e alerta para os riscos à paz e à autodeterminação dos povos da América Latina
Publicado: 03 Janeiro, 2026 - 16h54 | Última modificação: 03 Janeiro, 2026 - 17h22
Escrito por: Assessoria CNM/CUT
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) se manifestou, nesta sexta-feira (3), de forma indignada, REPÚDIO à agressão militar promovida pelo governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, ocorrida na madrugada do mesmo dia. A entidade também expressou SOLIDARIEDADE ao povo venezuelano, às trabalhadoras e trabalhadores e às organizações sociais do país.
De acordo com a CNM/CUT, a ofensiva militar resultou em bombardeios a zonas civis de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, provocando mortes e feridos. A ação culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças militares norte-americanas, em um episódio classificado pela Confederação como uma grave violação do direito internacional .
Para a CNM/CUT, a intervenção fere frontalmente os artigos 1º e 2º da Carta das Nações Unidas, além de afrontar os princípios da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e da não intervenção. A entidade denuncia ainda a tentativa de legitimar uma ação unilateral que coloca em risco a estabilidade política e a paz em toda a América Latina .
“Não aceitaremos que qualquer governo atue como ‘polícia do mundo’, impondo sua vontade política e econômica sobre povos soberanos”, afirma a Confederação no documento.
A CNM/CUT também critica as justificativas apresentadas pelo governo dos Estados Unidos para a operação militar, alertando para interesses econômicos e geopolíticos por trás da ofensiva. Segundo a entidade, a história recente demonstra que intervenções desse tipo costumam resultar em saque de recursos naturais, destruição social e aprofundamento das desigualdades, penalizando sobretudo a classe trabalhadora .
Diante da gravidade dos fatos, a Confederação exige a libertação imediata e incondicional de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, a retirada das forças militares estrangeiras do território venezuelano e o respeito à autodeterminação do povo da Venezuela. A entidade também cobra que organismos internacionais investiguem com rigor os crimes denunciados, para que não haja impunidade .
Por fim, a CNM/CUT conclama as organizações sindicais, movimentos sociais e governos da região a se mobilizarem em defesa da paz, reafirmando que a luta por justiça social, soberania e democracia é indivisível.
Repúdio à intervenção militar.
Solidariedade ao povo venezuelano.
Em defesa da paz e da soberania na América Latina.
