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CNM/CUT vai às ruas pelo fim da escala 6x1

Confederação e sindicatos reforçaram mobilização nacional e aumentaram a pressão sobre o Senado pela redução da jornada sem corte salarial

Publicado: 11 Agosto, 2026 - 14h57 | Última modificação: 11 Agosto, 2026 - 15h06

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Adonis Guerra
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A mobilização ganhou força com a retomada dos trabalhos no Senado Federal após o recesso parlamentar

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e seus sindicatos filiados participaram, nesta segunda-feira (10), da mobilização nacional pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, em um dia marcado por atividades em diferentes regiões do país.

A mobilização ganhou força com a retomada dos trabalhos no Senado Federal após o recesso parlamentar. A CNM/CUT e o movimento sindical aumentaram a pressão para que a PEC 221/2019 avance na Casa e entre na agenda dos senadores durante o esforço concentrado previsto para agosto.

Atos foram realizados em diferentes pontos do país. Entre as cidades que tiveram mobilizações estavam Salvador, Brasília, Curitiba, Teresina, Recife e Porto Alegre. Em São Paulo, as atividades também alcançaram a capital e municípios de diferentes regiões como Diadema, no ABC Paulista.

Pressão sobre o Senado
Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, a mobilização abriu uma etapa decisiva da luta. “Chegou o momento da vitória dos trabalhadores e trabalhadoras pela redução da jornada e pelo fim da escala 6x1”, afirmou o dirigente.

Loricardo também reforçou que a pressão continuará nesta terça-feira (11), diretamente em Brasília. “No dia 10, fizemos uma grande mobilização nacional e, no dia 11, estaremos no Senado. Vamos fazer essa vitória ser da classe trabalhadora brasileira”, acrescentou.

Ao cobrar uma resposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Loricardo resumiu a reivindicação da categoria. “Redução da jornada de trabalho sem redução de salário e fim da escala 6x1. Senador Davi Alcolumbre: bota para votar”, defendeu.

O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos de Almeida, o Renatinho, avaliou que as manifestações organizadas pelos sindicatos cumpriram o papel de levar a reivindicação às ruas e aumentar a pressão política justamente na retomada dos trabalhos no Senado.

“As mobilizações são fundamentais para darmos o nosso recado. Precisamos manter a organização dos trabalhadores e ampliar a participação da sociedade em uma pauta tão urgente como a redução da jornada sem redução de salário e o fim da escala 6x1”, destacou.

Renatinho defendeu que a mobilização continue caso a proposta não avance e apontou a necessidade de novas ações, inclusive em Brasília. “Não devemos perder a esperança. O momento para avançarmos nessa proposta é agora”, ressaltou o secretário-geral.

Mais tempo para viver
Para a secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, Kelly Galhardo, o debate vai além da organização da jornada. Dois dias de descanso significam mais tempo para a família, os estudos, o lazer e os cuidados com a saúde, além da recuperação física para uma nova semana.

Kelly chamou atenção especialmente para a realidade das mulheres, que muitas vezes encerram uma semana de trabalho e dedicam o único dia de folga aos afazeres domésticos. “A gente acaba com a dupla jornada e fica muito sobrecarregada tendo um dia só para descansar”, explicou.

A dirigente também relacionou a jornada extensa ao adoecimento e aos riscos enfrentados no ambiente de trabalho. “O cansaço adoece. A escala 6x1 pode gerar ansiedade, depressão e até acidentes de trabalho. O corpo não aguenta seis dias seguidos sem recuperação”, observou.

Para Kelly, os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade precisam resultar também em ganhos de tempo para quem trabalha. “O que a gente quer é que, com o fim da escala 6x1, o trabalhador tenha tempo e que sua remuneração não seja afetada. Saúde não é luxo, é um direito”, frisou.

Ao deixar uma mensagem às metalúrgicas e metalúrgicos de todo o país, Kelly reforçou o sentido da mobilização. “Nós, da indústria, que impulsionamos este país, não podemos aceitar viver só para trabalhar. Essa luta é para voltarmos para casa inteiros”, pontuou.

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