Formação debate soberania energética na América Latina
Atividade da SASK e da IndustriALL reúne trabalhadores para discutir integração regional, transição sustentável e combate à pobreza energética
Publicado: 27 Agosto, 2026 - 20h09
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A SASK e a IndustriALL Global Union promoveram, entre os dias 25 e 27 de agosto, uma formação voltada à organização dos trabalhadores do setor de energia na sede da Central Única dos Trabalhadores, no Brás, em São Paulo. A atividade buscou formular propostas nacionais e ampliar a integração produtiva e energética na América Latina e no Caribe em rede.
Maicon Michel, vice-presidente da IndustriALL para a América Latina e o Caribe e secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), relacionou o debate energético aos desafios políticos e sociais enfrentados atualmente por toda a região do continente americano.
Integração regional
“Precisamos organizar o setor de energia para construir propostas e ações concretas, sem perder de vista uma integração produtiva e energética na América Latina e no Caribe”, afirmou o dirigente sindical.
Para Maicon, o cenário internacional exige uma articulação ampla dos sindicatos, dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada. Segundo ele, a defesa dos recursos estratégicos deve caminhar ao lado da proteção dos direitos da classe trabalhadora.
“É necessária uma articulação muito forte para garantir nossa soberania energética regional e no Brasil, mas também para acabar com a pobreza energética”, defendeu. Maicon alertou que o fornecimento regular ainda não alcança toda a população brasileira.
Energia como direito
O dirigente reconheceu os avanços vistos por meio de programa Luz para Todos, mas ponderou que o país ainda precisa ampliar e aperfeiçoar a distribuição de eletricidade. Em sua opinião, o acesso contínuo e seguro deve ser tratado como direito básico e uma questão de segurança nacional.
“A produção precisa ter controle popular e estatal, dentro de uma visão sustentável”, ressaltou. O sindicalista ainda propôs que os impactos ambientais das fontes de energia sejam discutidos já a partir da perspectiva dos trabalhadores.
Transição sustentável
Maicon citou a expansão das novas fontes energéticas e a exploração do pré-sal como temas que exigem planejamento de longo prazo. De acordo com ele, a transição deve combinar segurança energética, sustentabilidade e ampla participação popular social.
“Pensar estrategicamente a energia no país é fundamental”, concluiu. Essa formação teve como objetivo fortalecer a capacidade de intervenção dos sindicatos e produzir respostas conjuntas para os desafios energéticos do Brasil, da América Latina e do Caribe.
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