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No ABC, CNM/CUT participa de seminário e reforça agenda para a transição justa

Evento reuniu dirigentes sindicais no ABC Paulista para debater política industrial, mobilidade, empregos de qualidade e fortalecimento da organização sindical

Publicado: 17 Julho, 2026 - 08h38

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Dino Santos/SMABC
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Para o presidente da CNM/CUT, o movimento sindical tem papel decisivo

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou do Seminário Setorial Mobilidade 2026, realizado entre os dias 14 e 16 de julho, no Espaço Celso Daniel, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). O encontro reuniu dirigentes sindicais e especialistas para discutir os desafios da indústria da mobilidade e construir propostas voltadas à promoção do trabalho decente e da transição justa.

Representaram a CNM/CUT o presidente, Loricardo de Oliveira, e o secretário-geral, Renato Carlos, o Renatinho. A abertura política do seminário foi conduzida por Renatinho, ao lado de representantes de outras entidades sindicais, marcando o início das atividades do novo ciclo do Projeto SASK, previsto para o período de 2026 a 2029.

Para o presidente da CNM/CUT, o movimento sindical tem papel decisivo na construção de uma política industrial que combine inovação, desenvolvimento e valorização do trabalho. “A transição da indústria da mobilidade precisa colocar o trabalhador no centro das decisões. Defender uma política industrial forte é também defender empregos de qualidade, direitos e desenvolvimento para o Brasil. Esse é o compromisso da CNM/CUT”, afirmou.

Agenda para o setor
Com o tema “Indústria e trabalho decente: uma agenda sindical para a transição justa”, o seminário promoveu reflexões sobre o futuro da indústria da mobilidade diante das transformações tecnológicas, da descarbonização da economia e das novas políticas industriais. A proposta foi fortalecer a atuação sindical na defesa dos empregos, dos direitos e do desenvolvimento sustentável.

Ao longo dos três dias, especialistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apresentaram estudos sobre o panorama da indústria automotiva e do setor de duas rodas, os impactos da transição energética, as oportunidades para o Brasil com o motor híbrido a etanol, a evolução do perfil dos trabalhadores nas últimas duas décadas e os desafios relacionados à igualdade de gênero e salarial.

Loricardo destacou que o debate realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reafirma a importância do diálogo entre as entidades representativas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças no setor. “Estar no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC debatendo os rumos da indústria reforça a responsabilidade do movimento sindical de construir propostas para que inovação, sustentabilidade e valorização do trabalho caminhem juntas”, disse.

Construção coletiva
Além da apresentação do novo ciclo do Projeto SASK, os participantes discutiram estratégias para ampliar a sindicalização, atualizar a pauta política do setor de mobilidade e definir os próximos passos do projeto, que incluem mesas tripartites e seminários nacional e internacional voltados ao debate sobre política industrial.

O último dia foi dedicado à construção de propostas em grupo e ao debate entre dirigentes sindicais sobre formas de fortalecer a organização dos trabalhadores diante das mudanças que atingem a indústria. As contribuições servirão de base para a atualização da agenda sindical voltada ao setor da mobilidade.

Para o secretário-geral da CNM/CUT, o seminário representa um espaço estratégico para preparar o movimento sindical para as transformações que já impactam o mundo do trabalho. “O Projeto SASK abre um novo ciclo de debates fundamentais para o movimento sindical. Precisamos preparar as trabalhadoras e os trabalhadores para as transformações da indústria sem renunciar aos direitos, da negociação coletiva e da organização sindical”, declarou.

Por fim, Renatinho ressaltou que o fortalecimento da unidade entre os sindicatos é essencial para construir respostas aos desafios da indústria da mobilidade. “Reunir dirigentes de diferentes regiões para discutir mobilidade, transição energética e fortalecimento da sindicalização mostra que estamos construindo, de forma coletiva, uma agenda capaz de responder aos desafios do presente e do futuro”, concluiu.