No Chile, CNM/CUT defende negociação coletiva e igualdade salarial
Maria de Jesus, secretária de Mulheres representa a CNM/CUT em oficina da IndustriALL no Chile e defende negociação coletiva, transparência e fiscalização
Publicado: 07 Outubro, 2026 - 23h24 | Última modificação: 07 Outubro, 2026 - 23h27
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
A secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Maria de Jesus, participa da Oficina de Capacitação da IndustriALL sobre Equidade Salarial, realizada nos dias 6 e 7 de outubro, em Santiago, no Chile.
A atividade reúne representantes sindicais para aprofundar o debate sobre equidade salarial e igualdade de gênero. A programação aborda temas como transparência, avaliação de postos de trabalho e estratégias para fortalecer a atuação sindical na defesa das trabalhadoras.
Para Maria de Jesus, conhecer a legislação sobre igualdade salarial é fundamental para que o movimento sindical possa atuar de forma efetiva. A dirigente ressaltou que o debate precisa ir além da remuneração e considerar as condições de trabalho e de vida.
“O movimento sindical precisa conhecer bem a Lei da Igualdade Salarial, porque não é só dizer que o salário tem que ser igual. É preciso pensar na igualdade no trabalho e na vida das pessoas”, afirmou Maria de Jesus.
Debate permanente
A dirigente defendeu que a igualdade de gênero não seja tratada apenas em atividades específicas, mas faça parte do cotidiano das entidades sindicais. Segundo Maria, o diálogo precisa envolver mulheres e homens e chegar à base da categoria metalúrgica.
“Esse tema precisa ser debatido diariamente com as mulheres e os homens metalúrgicos. Os debates da IndustriALL aprofundam muito a questão de gênero e do bem-estar em todos os setores”, destacou a secretária de Mulheres da CNM/CUT.
A participação na oficina também permite a troca de experiências entre representantes sindicais sobre os desafios enfrentados pelas trabalhadoras. “Para a CNM/CUT, o debate contribui para fortalecer ações que possam ser incorporadas à organização e à negociação sindical”, destaca Maria..
Da formação à ação
Maria apontou a formação de dirigentes, a negociação coletiva e a fiscalização como caminhos para enfrentar as desigualdades. Ela também chamou a atenção para a importância de ampliar o conhecimento das trabalhadoras e dos trabalhadores sobre o acesso às informações disponíveis.
“As ações passam pela formação dos dirigentes, por levar essa pauta para a mesa de negociação e por continuar a fiscalização por meio do Portal da Transparência. Precisamos mostrar às trabalhadoras e aos trabalhadores como acessar essas informações e ajudar o sindicato na fiscalização”, explicou.
Para a dirigente, aproximar formação, negociação e fiscalização permite transformar o debate sobre igualdade salarial em ação concreta nos locais de trabalho. “A atuação dos sindicatos, nesse sentido, é essencial para identificar desigualdades e cobrar avanços das empresas”, completou Maria de Jesus.
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