MENU

Novembro Azul e o direito à saúde de quem trabalha

INCA estima quase 78 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028; CNM/CUT defende acesso à saúde para quem trabalha em turnos

Publicado: 06 Novembro, 2026 - 11h52 | Última modificação: 06 Novembro, 2026 - 18h18

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
notice
Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo

O Brasil deve registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Tema central do Novembro Azul, é o tipo de câncer mais frequente entre os homens no país, excluídos os tumores de pele não melanoma.

“Muitos metalúrgicos adiam a consulta até que a dor atrapalhe a rotina. O cuidado precisa começar antes”, afirmou Francisco Jonaci de Almeida, secretário de Saúde do Trabalhador, Previdência Social e Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT).

Quando buscar atendimento
O câncer de próstata pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Dificuldade para urinar, jato urinário mais fraco, vontade de urinar com mais frequência e sangue na urina merecem avaliação em uma unidade básica de saúde (UBS). Esses sinais podem ter outras causas.

A idade e o histórico familiar estão entre os fatores de risco. O INCA desaconselha o rastreamento de rotina com PSA ou toque retal em homens sem sintomas. Quem deseja fazer esses exames deve discutir os possíveis benefícios e riscos com um profissional de saúde.

Saúde no trabalho
De janeiro a setembro de 2025, a atenção primária registrou 106 milhões de atendimentos a homens e 203 milhões a mulheres no Brasil. O Ministério da Saúde aponta a dificuldade de conciliar a jornada de trabalho com o horário das unidades como uma barreira ao atendimento.

Para aproximar os homens dos serviços de saúde, o ministério propõe atividades em fábricas e outros locais de trabalho. A campanha também incentiva a vacinação, o acompanhamento de doenças como hipertensão e diabetes e o cuidado com a saúde mental e sexual.

“Quem trabalha em turnos precisa ter condições de ir à unidade de saúde, acompanhar a pressão e falar sobre saúde mental. Cabe aos sindicatos cobrar condições seguras de trabalho e defender o direito de se cuidar o ano inteiro”, destacou Jonaci.

Leia também
Redução da jornada é conquista e deve avançar com negociação
Jornada 5x2 exigirá negociação e atenção jurídica dos sindicatos
CNM/CUT debate estratégias para redução da jornada e escala 5x2
Segundo turno reforça debate sobre direitos dos trabalhadores
Outubro Rosa: CNM/CUT destaca prevenção e defesa do SUS