Novos Volvo FH e FM: 400 unidades vendidas
Publicado: 20 Outubro, 2006 - 08h00
Escrito por: CNM CUT
Um dia antes do lançamento da linha de pesados FH e FM com os novos motores de 13 litros, de 400 a 520 cv, a Volvo já comemorava a venda de 400 unidades dos novos modelos no Brasil e outros países da América do Sul. O lançamento oficial aconteceu na quinta-feira à noite, 19, simultaneamente em 29 concessionárias da rede de concessionárias, reunindo clientes em todo o Brasil.
Paulo Roberto Pizani, presidente da Abravo, a associação dos revendedores de caminhões Volvo, está 'entusiasmado' com a nova linha de produtos que, segundo ele, volta a apresentar grande diferença em relação aos concorrentes - principalmente no que diz respeito à economia de combustível.
Pizani também comemora o fato de a rede Volvo em todo o Brasil estar 'com estoque praticamente zerado', o que facilita a chegada dos novos caminhões, pois sua equipe de vendas não terá de 'empurrar' modelos antigos, evitando encalhes nas lojas.
Os novos FH e FM começam a ser produzidos a partir de 30 de outubro e a Volvo espera vender mil unidades até o fim deste ano.
Pizzani, que também é diretor da Nórdica Veículos, concessionária da Volvo para a região de Curitiba, Paranaguá, Ponta Grossa e Cascavel, informou que 'em dois dias de pré-lançamento vendemos 50 unidades'. No pré-lançamento os clientes da Nórdica puderam experimentar os novos pesados em test-drive realizado no Autódromo de Curitiba.
Volvo anuncia novos veículos em Curitiba
Fruto de investimentos de US$ 50 milhões, a Volvo do Brasil apresentou, na fábrica da Cidade Industrial de Curitiba, uma nova linha de caminhões pesados. Entre as principais características dos novos veículos está o motor de 13 litros e 520 CV, que substitui o de 12 litros. 'Estudos de engenharia indicam que os novos caminhões são até 5% mais econômicos em relação à linha anterior', afirmou o gerente de planejamento estratégico, Sérgio Gomes.
Volvo solta os cavalos
A Volvo lança oficialmente nesta quinta-feira os modelos FH e FM com cavalaria reforçada. Os dois caminhões abrem guerra de potência com quatro novos motores de 13 litros, que chegam ao Brasil depois de um ano de lançados na Europa. Um deles tem 520 cavalos e, pelo menos por enquanto, é o motor mais potente do Brasil.
Mas a motorização é apenas parte das inovações das linhas de pesados FH e FM, que teve toda sua gama de desempenho aumentada. As duas famílias ganharam nova caixa de transmissão eletrônica I-Shift com capacidade para até 60 toneladas, freio motor mais potente, novo eixo traseiro e freios a disco com EBS. Isso e mais algumas melhorias internas na cabina e, para uma das versões do FM, uma boléia com 15 cm maior no comprimento.
O destaque é mesmo o motor D13A, de 13 litros e gerenciado eletronicamente, adaptado aos limites de emissão de poluentes da legislação Conama 5 (ou Euro 3). O petardo tem potências de 400, 440, 480 e 520 cavalos.
Apesar de mais potentes, a Volvo garante que os novos motores também gastam menos: dizem os estudos da engenharia da empresa que eles são até 5% mais econômicos quando comparados aos anteriores. Os D13A devem conseguir esse feito devido à característica de torque elevado mesmo em baixas rotações - a Volvo assegura que mais de 60% do torque está disponível já nas 800 rpm.
Ary Lima, gerente da Volvo Powertrain, diz que 'além disso é um motor 20 quilos mais leve e tem o trem de engrenagens na parte traseira, o que garante melhor arrefecimento e menores perdas por atritos'.
Na cola do novo projeto o freio motor VEB, ou Volvo Engine Brake, que tinha potência de 390 cavalos, pulou para 410. Como opcional a fábrica oferece o VEB500, com 28% de potência a mais com relação à versão anterior. Nos cálculos da engenharia da Volvo, com essa versão 500 os declives podem ser vencidos em um tempo até 20% menor, com mesma segurança e boa economia no sistema de freios e pneus.
O ponto fundamental na nova motorização, contudo, é a possibilidade de aumento do desempenho das composições e, por conseqüência, uma velocidade média de cruzeiro mais alta.
Melhor ainda com quando o caminhão estiver equipado com a transmissão eletrônica I-Shift. Também reprojetada para as novas linhas, a caixa automatizada pode agregar maior produtividade e menores custos de manutenção - em embreagem e freios, por exemplo -, principalmente em veículos de maior peso bruto total combinado. A nova transmissão vai encarar pesos de até 60 toneladas, usuais em bitrens e rodotrens.
Além de todas as mudanças mecânicas, na cabina os FH e FM trazem pequenas novidades, a começar pela cor de lançamento: um amarelo metálico especial que não deve durar muito na linha. Por dentro, bancos completamente modificados no assento e altura do encosto, o que resultou em maior número de regulagens, além de nova suspensão e cinto de segurança integrado ao encosto.
O executivos da Volvo estimam que, em média, a nova linha terá preços sugeridos 6% maiores que nos modelos anteriores.
Com a Volvo puxando a fila do aumento da potência, em breve os concorrentes deverão pegar mesmo atalho e trazer para cá o que existe lá fora.
Fontes: Autodata e Gazeta do Povo
