Planos: conglomerado indiano Tata estuda investimento no Brasil
Publicado: 26 Setembro, 2008 - 00h00
Escrito por: CNM CUT
O conglomerado indiano Tata estuda novos investimentos no Brasil. Por enquanto, a companhia está presente apenas no setor de tecnologia da informação, um entre tantos outros em que atua mundo afora. Por meio da Tata Consultancy Services (TCS), emprega 6 mil funcionários na América Latina, com dois centros de desenvolvimento no Brasil.
Mas novos projetos estão sendo avaliados, como revelou Alan Rosling, diretor executivo da holding do grupo, a Tata Sons. "O Brasil é lugar atrativo para qualquer companhia. O País está na nossa lista de tarefas", disse. Cauteloso, o executivo não detalha. Tomando o perfil do grupo, sabe-se que as possibilidades são diversas.
Criada em 1868 por Jamsetji Tata, a empresa atua em áreas como comunicações, engenharia, energia, serviços, consumo, química e siderurgia. Nesse último ramo, ganhou visibilidade no Brasil em 2007 ao desbancar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na disputa pela Corus.Com 350 mil funcionários pelo mundo, fatura US$ 62,5 bilhões por ano e suas 27 empresas de capital aberto valem US$ 60 bilhões.
A Tata tem a intenção de fazer algum projeto novo no Brasil?
Estamos olhando para o Brasil, para algumas indústrias.
De qual tipo?
Prefiro não comentar. Mas o Brasil é claramente país que identificamos, é enorme, tem classe média crescendo rapidamente e grande população. É lugar atrativo para qualquer companhia.
Inclusive para a Tata?
Inclusive para nós, que estamos do outro lado do mundo, com cultura muito diferente. Mas precisamos agora nos tornarmos mais sérios em relação ao Brasil. O País está na nossa lista de tarefas. É lugar maravilhoso com enormes oportunidades. Mas não é muito fácil para os estrangeiros.
Por quê?
Desde coisas básicas, como a língua. Não falamos português e é claro que a elite do Brasil fala inglês, mas indo mais além, não. Há alguns setores com certo nível de regulação. É mercado muito competitivo, com companhias muito profissionais.
Como no setor de siderurgia?
Por exemplo, mas em outros também. O mercado não é fácil. Mas eu acredito que teríamos sucesso se investíssemos no longo prazo.
Quando será possível ter novidades sobre novos projetos da Tata no Brasil?
Não posso dizer. Há muito trabalho a ser feito e o momento precisar ser o certo. Existe a intenção, mas como e quando faremos eu não sei.
Fonte: Agência Estado
