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Semana de mobilização nacional amplia pressão no Senado pela aprovação da PEC 221/19

Metalúrgicos e metalúrgicas da CNM/CUT convocam trabalhadoras e trabalhadores para ações entre 22 e 27 de junho em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6x1

Publicado: 20 Junho, 2026 - 00h10

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Reprodução
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“Agora é no Senado. Porque a vida não é só trabalho”

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) promove, entre os dias 22 e 27 de junho, a Semana Nacional de Mobilização para ampliar a pressão sobre o Senado Federal pela aprovação da PEC 221/19, proposta que prevê a redução da jornada de trabalho.

A iniciativa busca envolver trabalhadores, dirigentes sindicais e movimentos sociais em atividades de pressão, conscientização e mobilização em diferentes regiões do país. A campanha também pretende fortalecer o debate sobre qualidade de vida, saúde e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Mobilização nacional
Com o slogan “Agora é no Senado. Porque a vida não é só trabalho”, a campanha reforça a defesa de uma pauta histórica do movimento sindical brasileiro. A programação prevê ações nas bases sindicais, divulgação de informações nas redes sociais, atividades em fábricas e mobilizações para ampliar a participação popular na discussão sobre a proposta.

A expectativa é que a semana de atividades contribua para aumentar a pressão sobre os parlamentares responsáveis pela análise da matéria. Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, o momento exige participação ativa dos trabalhadores.

“A redução da jornada de trabalho é uma reivindicação que dialoga diretamente com a saúde, a qualidade de vida e a valorização de quem produz a riqueza deste país. Precisamos transformar essa mobilização em uma grande corrente nacional para demonstrar ao Senado que a sociedade quer avançar nessa discussão”, afirmou.

Para Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, a redução da jornada de trabalho tem um impacto especialmente importante na vida das mulheres trabalhadoras.

Segundo ela, além da jornada profissional, são elas que ainda assumem, em sua maioria, as responsabilidades com os cuidados da casa, dos filhos, dos idosos e de outras pessoas da família. Estamos falando de mulheres que enfrentam uma dupla e muitas vezes até tripla jornada.

Reduzir o tempo de trabalho sem reduzir salários significa criar condições mais dignas de vida, ampliar o tempo para o cuidado, para a convivência familiar, para a formação e para a participação social. É uma medida que contribui para reduzir desigualdades e promover mais justiça para as mulheres”, afirma a dirigente.

Qualidade de vida
A CNM/CUT defende que a redução da jornada representa um passo importante para adequar as relações de trabalho às transformações econômicas e sociais ocorridas nas últimas décadas.

Entre os argumentos apresentados estão a possibilidade de reduzir o desgaste físico e emocional das trabalhadoras e dos trabalhadores, ampliar o tempo destinado à convivência familiar e estimular uma melhor distribuição das oportunidades de emprego.

“A vida das pessoas não pode ser consumida exclusivamente pelo trabalho. É necessário garantir tempo para a família, para o lazer, para a qualificação profissional e para o cuidado com a saúde. A aprovação da PEC 221/19 representa um avanço civilizatório que beneficia toda a sociedade”, destacou Loricardo.

Pressão política
Durante a semana de mobilização, a CNM/CUT pretende incentivar trabalhadores e entidades parceiras a acompanharem a tramitação da proposta e a ampliarem o diálogo com os representantes políticos.

“Estamos convocando cada trabalhador e cada trabalhadora a participar. A redução da jornada de trabalho não é apenas uma reivindicação sindical, mas uma proposta que busca mais equilíbrio, mais saúde e mais qualidade de vida para milhões de brasileiros”, comentou.

“Agora é no Senado, e a nossa mobilização precisa crescer ainda mais. A conquista na Câmara mostrou a força da organização da classe trabalhadora, mas a luta continua. Por isso, convocamos cada metalúrgica, cada metalúrgico e toda a sociedade a participarem das mobilizações, dialogarem com seus senadores e ajudarem a ampliar essa pressão. Porque a vida não é só trabalho, e chegou a hora de o Senado ouvir a voz de quem produz a riqueza deste país”, concluiu Loricardo.