Seminário no Nordeste fortalece ação sindical
Encontro reúne dirigentes em Salvador para debater reestruturação produtiva, igualdade racial, formação e sindicalização
Publicado: 26 Agosto, 2026 - 21h22 | Última modificação: 27 Agosto, 2026 - 20h04
Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão
Entre 25 e 28 de agosto, Salvador recebeu a segunda rodada do Seminário Regional Nordeste do Projeto de Fortalecimento Sindical para Negociação Coletiva e Reestruturação Produtiva, iniciativa que articula formação, unidade e ação sindical no Nordeste.
A atividade reuniu 25 dirigentes sindicais dos ramos metalúrgico, químico e do vestuário. A programação aborda mudanças na produção, inteligência artificial, novas tecnologias e os efeitos desse processo sobre a rotina da classe trabalhadora brasileira e, principalmente, da população negra.
O encontro também buscou construir estratégias para expandir a sindicalização e consolidar a presença das entidades nos locais de trabalho. A proposta é aproximar dirigentes das bases, estimular a escuta e preparar lideranças para os desafios do país.
“Formação sindical não é apenas adquirir conhecimento, é se preparar para a luta e transformar a realidade”, afirmou Maria do Amparo, secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). Para ela, as mudanças produtivas exigem análise atenta e ação coletiva nas bases.
“Precisamos olhar para quem está sendo mais impactado, principalmente a população negra, que historicamente enfrenta desigualdades no mundo do trabalho”, destacou Amparo. De acordo com a dirigente, não há transição justa se parte da classe ficar para trás no país.
“Nosso desafio é levar esse debate para a base, estar perto das trabalhadoras e trabalhadores, ouvir, dialogar, formar novas lideranças, organizar e ampliar a sindicalização”, explicou. A dirigente reafirmou presença cotidiana nos locais de trabalho.
Organização na base
Marli Melo, secretária-geral dos Metalúrgicos de Campina Grande (PB) também ressaltou a importância do seminário. “Aqui alinhamos nossas ações para uma organização sindical cada vez mais sólida e combativa na região”, pontuou no seminário.
Para Amparo, a força do sindicato exige participação da base. “Sindicato forte se constrói no local de trabalho, com participação, confiança e organização”, frisou. A dirigente completou dizendo que é preciso transformar formação em ação e conhecimento em luta.
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