Sindicalistas norte-americanos do setor de serviços visitam Metalúrgicos do ABC
Intercâmbio faz parte da estratégia da CNM/CUT de aprofundar laços com classe trabalhadora internacional
Publicado: 12 Dezembro, 2025 - 13h20 | Última modificação: 12 Dezembro, 2025 - 13h23
Escrito por: Redação CNM/CUT
Uma delegação de sindicalistas do Sindicato Internacional dos Empregados de Serviço (Service Employees International Union - SEIU), dos Estados Unidos e do Canadá, visitou esta semana a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
A visita foi conduzida pelo secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, Maicon Michel Vasconcelos, que é metalúrgico no ABC, e por dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da FEM-CUT/SP.
No sindicato, os visitantes também conversaram com a metalúrgica e vereadora Ana Nice (PT), trocando ideias de base formativa sobre mulheres e igualdade racial.
O SEIU representa cerca de 2 milhões de trabalhadores em mais de 100 ocupações nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, e concentra-se na organização dos setores de saúde, serviços públicos, serviços prediais e de alimentação.
Estreitar laços
Segundo Maicon, essa agenda faz parte de um intercâmbio internacional que foi sendo construído ao longo desse ano com o sindicato norte-americano, a partir de debates sobre a estrutura sindical e política brasileira.
“Debatemos com o SEIU, com o sindicato nacional, a federação e o sindicato do sul dos Estados Unidos. O sul estadunidense é uma área onde existem leis contra a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras, então o SEIU é um sindicato bastante combativo nesse sentido”, afirmou o dirigente.
O secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, que recentemente foi eleito para a vice-presidência da IndustriALL Global Union para a América Latina e Caribe, disse que esse tipo de intercâmbio amplia a união com trabalhadores do continente e vai além da esfera da indústria, já que a troca de ideias se dá com trabalhadores de outros segmentos.
“A ideia é a gente realmente fazer uma frente latino-americana e caribenha de trabalhadoras e trabalhadores. Em sua diversidade, para a gente tratar do que nos é comum, que é soberania nacional, desenvolvimento produtivo, soberania territorial e distribuição de renda para a classe trabalhadora. Melhoria de condições de trabalho e de vida”, pontua Maicon.
A visita também vai ao encontro da política da CNM/CUT de reforçar laços com a classe trabalhadora internacional, defendendo a organização no local de trabalho, proposição e intervenção no processo produtivo para a melhoria das condições de vida, aperfeiçoamento da ação sindical na base a partir de uma visão histórica e econômica, entre outros objetivos.
Os sindicalistas norte-americanos visitarão também no Brasil o Armazém do Campo, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a CUT Nacional.
