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Trabalhadores da Midea de Canoas realizam ato após caso de agressão em MG

Mobilização da CNM/CUT reforçou solidariedade entre unidades da empresa e defendeu jornada de 40 horas e o fim da escala 6x1

Publicado: 01 Julho, 2026 - 09h28 | Última modificação: 01 Julho, 2026 - 09h31

Escrito por: Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão

Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas
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A solidariedade entre as unidades da empresa fortalece a luta coletiva

A unidade da Midea Carrier, em Canoas (RS), foi palco, nesta terça-feira (30), de uma mobilização organizada pelos trabalhadores, pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas e pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). O ato manifestou solidariedade aos trabalhadores da fábrica em Pouso Alegre (MG), onde uma denúncia de agressão contra um empregado provocou paralisação das atividades e reacendeu o debate sobre respeito, dignidade e condições de trabalho no setor metalúrgico.

A manifestação reuniu dirigentes sindicais e trabalhadores em frente a fábrica gaúcha, reforçando que episódios de violência no ambiente de trabalho não podem ser naturalizados. Além da solidariedade, o ato também destacou a necessidade de fortalecer a organização sindical e ampliar a mobilização nacional em defesa dos direitos da categoria, especialmente diante dos desafios enfrentados diariamente nos locais de trabalho.

Solidariedade nacional
Durante a atividade, o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, afirmou que a mobilização demonstra que a categoria responde de forma unificada sempre que os direitos dos trabalhadores são desrespeitados.

Segundo ele, a solidariedade entre as unidades da empresa fortalece a luta coletiva e envia uma mensagem clara de que nenhuma agressão contra trabalhadores será aceita pelo movimento sindical e pela classe trabalhadora organizada. Loricardo destacou que o episódio ultrapassa os limites de uma única unidade da empresa e mobiliza toda a categoria metalúrgica de norte a sul do Brasil.

“Este é um momento muito importante aqui na Midea, em Canoas. Estamos demonstrando nossa solidariedade às companheiras e aos companheiros da Midea de Pouso Alegre. O que aconteceu com um trabalhador, que foi agredido por um gestor da empresa, é inaceitável. Nossa solidariedade é ao trabalhador e a todas as companheiras e companheiros que estão na luta”, afirmou o dirigente.

Para Loricardo, a resposta dos trabalhadores demonstra que a união continua sendo o principal instrumento para enfrentar situações de violência, assédio e desrespeito dentro dos ambientes de trabalho, independentemente da região onde ocorram. “Essa não é apenas uma luta dos trabalhadores da Midea. É uma luta das metalúrgicas e dos metalúrgicos de todo o Brasil e da CNM/CUT”, declarou.

Jornada e direitos
Durante a mobilização, o presidente da CNM/CUT também voltou a defender pautas históricas da categoria. Entre elas estão a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salários, e o fim da escala 6x1, reivindicações que ganharam ainda mais força nos últimos anos e vêm sendo debatidas em diferentes categorias profissionais em todo o país.

Segundo Loricardo, a mobilização realizada em Canoas também representa um passo importante para ampliar esse debate entre os trabalhadores e fortalecer a construção de uma agenda nacional voltada à melhoria das condições de trabalho, da saúde e da qualidade de vida da classe trabalhadora.

“Reafirmamos a importância da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e do fim da escala 6x1. Essa é uma pauta histórica do movimento sindical e temos certeza de que o trabalho desenvolvido pelas companheiras e companheiros aqui na Midea será fundamental para fortalecer essa conquista”, disse.

O presidente da CNM/CUT reforçou ainda que a defesa dos direitos dos trabalhadores permanece como eixo central da atuação da entidade e ressaltou que a solidariedade entre os metalúrgicos continuará sendo uma das principais ferramentas para enfrentar violações e conquistar novos avanços para a categoria.

“Solidariedade, luta e defesa dos direitos dos trabalhadores fazem parte da nossa história e da nossa atuação em todo o Brasil. É por isso que somos CNM/CUT”, declarou Loricardo.